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Decretos com força de lei sobre Código do trabalho francês

Decretos com força de lei sobre Código do trabalho francês
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 22 de setembro de 2017 RFI

As primeiras páginas do jornais franceses estão dominadas, a nível nacional, pelos diplomas com força de lei sobre o código do trabalho, e a nível internacional, pelas  eleições legislativas de domingo na Alemanha.

Decretos com força de lei: os 4 meses que destabilizaram o código do trabalho, titula LE MONDE. Para o vespertino estes decretos do executivo que necessitaram duma autorização parlamentar foram apresentados hoje no conselho de ministros e deverão ser rapidamente publicados no Diário da República ou Boletim Oficial.

Por seu lado, LE FIGARO, titula Código do trabalho: o que a reforma mudará. Enquanto a segunda mobilização da CGT, confederação sindical comunista, contra a lei do trabalho se saldou num fracasso, os decretos serão adoptados hoje em conselho de ministros. 

Amanhã, o líder da França Insubmissa, Jean Luc-Mélenchon, vai medir forças com Macron, apelando a manifestação, mas os decretos já estarão adoptados pelo conselho de ministros, nota LE FIGARO, sublinhando que as novas regras dão satisfação a patrões de pequenas e médias empresas que esperam muito da reforma de aprendizagem e formação profissional.

Uma coisa é certa, Emmanuel Macron, ainda não saiu indemne com a sua lei laboral, replica L'HUMANITÉ. As mobilizações de ontem foram de novo importantes, registando-se muitos ab-sentismos nas empresas. Democracia social, não é lamber as botas do patrão, sublinha L'HUMANITÉ.A nível internaciona,

A nível internacional, LIBÉRATION, titula Especial Alemanha, e no fim, é Merkel que ganha? No poder há 12 anos, Angela Merkel é a grande favorita destas eleições e poderá ser reeleita, apesar de desigualdades galopantes e do aumento da extrema-direita na Alemanha.

O seu partido, a CDU, promoveu a imagem de estabilidade de Merkel e descurou os desafios cruciais da sociedade. Segundo o politólogo Timo Lochoki do German Marshall Fund, a CDU e o SPD, que governam em coligação, não sabem na verdade o que defendem, acrescenta LIBÉRATION.

Voto alemão, desafio europeu, é o principal título do jornal LA CROIX. No seu editorial, Jogo aberto, o jornal nota que os resultados das eleições legislativas na Alemanha terão algumas consequências em França e na Europa.

O problema com os oráculos, é que podem enganar-se e tiram conclusões apressadas. A coligação indispensável a Angela Merkel não se vê de maneira clara.

Longe de obter sozinha uma maioria segundo os prognósticos, a CDU, está condenada a encontrar parceiros num jogo aberto : a aliança com a extrema-direita e com a extrema-esquerda foi posta de lado.

Esta aliança só pode ser com o SPD, que já governa numa coligação com a CDU, esgotada, logo, os liberais da FDP, tentam fazer ouvir a sua voz, nota no seu editorial, LA CROIX.

É o segundo título do jornal LE MONDE, que escreve que o  partido da chanceler alemã é favorito nas eleições legislativas de domingo. Apesar de 12 anos no poder, a personalidade Merkel continua a ser um enigma para os seus concidadãos.

Ela é insondável, uma mulher que adoptou o culto da discrição como método de governar. A sua personalidade foi forjada pela sua juventude passada na RDA.

Mas a vitória de Merkel é uma quase certeza na Alemanha, que vai sair fragmentado destas eleições, com o SPD, a tentar limitar os estragos, o FDP, liberal em queda livre e uma extrema-direita, que poderá entrar no Parlamento federal pela primeira vez ha história da Alemanha, enquanto estado de direito democrático, nota LE MONDE.

Enfim, em relação à África, LA CROIX, destaca o cansaço da rua no Togo. Estamos cansados, diz um manifestante da série de manifestações paralelas de apoiantes da oposição e do presidente Faure Gnassimgbé, que quer um referendo sobre a revisão da constituição para ficar no poder.

O Togo marcha contra a dinastia Gnassimgbé, replica LIBÉRATION, que nota que dos 100 mil manifestantes de 7 de setembro, se passou, esta quarta-feira, para alguns milhares de jovens, certos deles, menores, nas ruas de Lomé.


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