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França

Ex-Procurador do Tribunal Penal corrupto?

media Luis Moreno Ocampo, ex-procurador do Tribunal Penal Internacional, suspeito de corrupção TPI

O Tribunal penal internacional é criticado numa investigação publicada pelo site francês Mediapart, em colaboração com 8 outros mídias internacionais, membros da "European Investigative Collaborations". São denunciadas sobretudo práticas obscuras do antigo procurador deste Tribunal, o argentino, Luis Moreno Ocampo.

Trata-se de um trabalho investigativo do site Mediapart, com colaboração de oito outros mídias internacionais, e cujo título é "os segredos do Tribunal penal internacional", com base na análise de 40,000 documentos confidenciais.

Entre outras revelações, o grupo de mídias, membros da EIC, European investigative Collaborations" afirma que o antigo procurador do Tribunal penal, o argentino, Luis Moreno Ocampo, "detinha sociedades offshore no Panamá e nas ilhas Virgens, e esteve implicado em manobras de dirigentes franceses para afastar o antigo presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo.

Mas, Ocampo estava igualmente envolvido, segundo o trabalho investigativo, em "negócios de crime de guerra", prestando assessoria jurídica a um homem de negócios bilionário que apoiava potenciais criminosos de guerra, tendo como pano de fundo a guerra na Líbia.

Este "trabalhinho sujo", rendeu-lhe a módica soma de 750,000 dólares, o que na sua visão das coisas, não tem nada a ver com o caso dos Panama Papers. 

O site Mediapart, cujo trabalho já foi retomado por vários jornais africanos, nomeadamente, no Senegal, denuncia igualmente o método de como esse ex-procurador do Tribunal internacional, investia nos piores paraísos fiscais do planeta.

O caricato disto tudo é que o ex-primeiro procurador do Tribunal penal internacional, Luis Moreno Campo, igualmente, antigo presidente da Transparência Internacional, na América latina, tinha como uma das principais  funções dar combate à corrupção e crimes muito graves.

Um procurador que queria um mundo melhor, quando é suspeito de ser corrupto, com uma mansão em Haia, num valor de 1 milhão e 200 mil dólares, e 5 outras na Argentina, avaliadas em 2 milhões e 200 mil dólares e pelo menos 1 milhão de dólares no banco.

Mais: quando terminou as suas funções, foi parar à sua conta bancária do ABN Amro, na Holanda, uma soma de 50 mil dólares.

Mas, nos meses seguintes, a sua conta bancária ficava mais choruda, chegando até aos 120,000 dólares, somas que passaram pela Suíça, através duma sociedade baptizada, Tain Bay Corporation, com domícilio, no Panamá.

Tain Bay Corporation, detinha uma conta num banco de Genebra, no seio da filial suíça, Crédit Agricole, banco francês, onde o próprio ex-procurador, se deslocou pessoalmente, em 2013, para levantar 40 mil dólares.

Nota ainda relevante, duas outras pessoas escondiam-se atrás da empresa Tain Bay, a esposa e a filha, do procurador Luis Moreno Campo. A mulher era ainda beneficiária económica de uma terceira sociedade offshore, Lucia Entreprises Ltd, em Belize.

Segundo ainda o documento "os segredos do Tribunal penal internacional", um jornalista do grupo investigativo, questionou Luis Moreno Ocampo, sobre estas suas acções obscuras, que lhe respondeu, que era "assunto privado".

"Não tem que se meter nisso", acrescentando: "durante o meu mandato no Tribunal Penal internacional, o meu salário não era suficiente", escreve Mediapart, citando, Luis Moreno Ocampo.

Enfim, um salário "irrisório" de 150,000 dólares, como procurador do Tribunal Penal Internacional, pelo que Luis Moreno Ocampo, tinha que ser corrupto e criminoso de guerra, para poder ter contas em paraísos fiscais e vivendas por este mundo fora, de Holanda, passando pela Suíça, Panamá, Belize ou Ilhas Virgens.

João Matos sobre corrupção de ex-procurador do Tribunal Penal Int. 30/09/2017 ouvir

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.