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Macron afirma que cumpre promessas de campanha

Macron afirma que cumpre promessas de campanha
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 13 de abril de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses continuam a estar dominadas pela política de reforma da administração pública do presidente Macron e pelas greves na empresa dos caminhos de ferro ou universidades.

LE MONDE, titula, inquérito sobre as dívidas escondidas da SNCF. A gigantesca dívida da empresa nacional dos caminhos de ferro ultrapassa os 54 mil milhões de euros. Ela será recuperada em parte e progressivamente pelo Estado, à medida que as reformas são feitas, indicou o presidente Macron, na sua entrevista na TV de quinta-feira, nota LE MONDE.

Emmanuel Macron, é um presidente que diz não, não, não... titula LIBÉRATION. Maquinistas, estudantes, limitação de velocidade em certas estradas aos 80 quilómetros por hora, poder de compra dos pensionistas, o presidente não fez nenhuma concessão na sua intervenção na televisão.

Nesta sua primeira entrevista na TV desde o começo da greve na SNCF, acrescentou a indiferença às peripéciais de curto prazo, sublinha LIBÉRATION.

Macron, adapta-se mas mantém a sua meta, replica, LE FIGARO. Convidado do primeiro canal francês, TF1, o presidente da República justificou todas as suas reformas. Sem abandonar nada, empregou um tom mais maleável, comparado com as suas precedentes entrevistas.

Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula, os perigos da liberalização, o exemplo do frete ferroviário. 5.000 quilómetros de linhas férreas foram fechdas entre 1980 e 2015. O desmantelamento do frete ferroviário não poupou a imensa estação de Miramas com uma identidade de maquinistas.

Configurada para gerir 3 mil vagões por dia, a plataforma só consegue fazer uma triagem de  pouco mais de 500. Em todo o território, o ferroviário perdeu para para a estrada, resultado de uma política da concorrência desenfreada, acrescenta L'HUMANITÉ.

A nível internacional, LE MONDE, refere-se a hesitações sobre a dimensão de represálias contra a Síria. Após ter evocado ataques iminentes no seguimento do ataque químico atribuído a Damasco, Donald Trump, parece estar a rever a sua posição e querer o apoio de um uma maior número possível de países a uma intervenção.

Moscovo, ameaça represálias se a Síria for atacada. Enquanto isto, a bandeira síria foi içada em Ghouta, antes um oásis agrícola às portas de Damasco e hoje uma zona periférica devastada, sublinha LE MONDE.

Síria: tropas russas controlam Douma, destaca LIBÉRATION. Enquanto baixa a tensão com os ocidentais a adiar represálias ao uso de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad, este pôde celebrar ontem com os seus aliados russos, a reconquista total de Ghouta oriental, seguida da evacuação dos últimos rebeldes de Douma, nota LIBÉRATION.

Mudando de assunto, LA CROIX, preferiu puxar para título a deriva sem fim da Venezuela. Após 5 anos de poder, Nicolas Maduro, conduziu o país à ruína. É a falência de um Estado petrolífero.

Depois da morte do seu mentor Hugo Chavez, o actual presidente Maduro, deu o país na pedra, com uma situação económica degradada, inflação galopante e recorrentes penúrias de quase tudo nomeadamente produtos alimentícios de base, sublinha LA CROIX.

Enfim, sobre o continente africano, o mesmo LA CROIX, destaca as dificuldades de diálogo entre a União europeia e Kinshasa. Enquanto começa em Genebra a primeira conferência de doadores para a RDC, a Europa preocupa-se com o agravamento da crise política securitária e humanitária naquele país.

Diferentemente de outros países de África, a União europeia não tem interlocutores à altura na RDC, sublinha LA CROIX.


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