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Partidos políticos em França à procura de novas ideias

Partidos políticos em França à procura de novas ideias
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 23 de agosto de 2018 RFI

As primeiras páginas dos diários franceses continuam a estar dominadas por problemas que antigos colaboradores do presidente Donald Trump têm com a justiça americana e a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Vidas difíceis, titula, LIBÉRATION, referindo-se à destabilização de Donald Trump, pela condenação de 2 dos seus antigos conselheiros, a poucos meses das eleições intercalares de novembro. Michael Cohen, admitiu ser culpado de 8 crimes de que é acusado e reconheceu sobretudo ter pago o silêncio de mulheres que foram para a cama com Donald Trump.

Paralelamente era indiciado por crime de fraude fiscal, Paul Manafort, ex-director de campanha do presidente americano. Pode-se sservir dos problemas que Cohen tem com a justiça para accionar o processo de destituição do presidente?

É o congresso que decide e os republicanos têm a maioria nas duas câmaras, a menos que haja uma grande vitória dos democratas nas eleições intercalares de novembro, acrescenta LIBÉRATION. 

Dificuldades judiciárias voltam a mergulhar Trump na tormenta, replica LE FIGARO. A 10 semanas das legislativas intercalares, a batalha política está envenenada. A presidência Trump está cercada por escândalos judiciários.  Eu penso que a palavra destituição vai definir as legislativas e é inevitável que os democratas coloquem legitimamente esta questão, escreve LE FIGARO, citando um reublicno crítico de Trump.

Mudando de assunto mas ainda sobre os Estados, LA CROIX, titula sobra a arma das sanções americanas. Donald Trump e o Congresso multiplicam as medidas de retorsão comerciais e políticas sem remorsos em relação aos seus aliados. São sanções americanas ao serviço da America first.

Ontem os Estados Unidos implementaram sanções económicas contra a Rússia. São sanções que visam inimigos como aliados do Tim Sam. Mas segundo um investigador do Instituto Hudson, Benjamin Haddad, os Estados Unidos deveriam pôr-se a pau sobretudo em relação à réplica da China, escreve LA CROIX.

Por seu lado, L’HUMANITÉ, titula, Salah Hamouri, um ano de prisão arbitrária. Várias personalidades como o secretário gerla da CGT, o filósofo Etienne Balibar ou o médico Rony Brauman, denunciam  o futuro reservado por Israel a este jovem advogado franco-palestiniano. 

Preso há um ano por Israel, tudo se passa numa opacidade sem precedentes e até hoje as autoridades francesas nunca pediram oficialmente a libertação do advogado, nota L’HUMANITÉ.

Em relação à França LE MONDE, titula, partidos políticos à procura de novas ideias. Numa altura em que decorrem as chamadas universidades de verão, momentos de reflexão partidária, e com as eleições europeias no horizonte, formações políticas tentam renovar um discurso  caduco.

Destabilizados pela irrupção de Macron, responsáveis políticos procuram inspiração em certos intelectuais ou em países vizinhos. O fosso que sepra as elites globalizadas e as classes populares sedentárias tornou-se num tema recorrente entre o partidos Os Republicanos.

A União Nacional, ex-frente nacional considera por seu lado que stá habitada pelo movimento telúrico que atravessa a Europa. O Partido socialista consulta os seus jovens e o LRM no poder está a reflectir sobre uma linha política que o permita definir mais claramente o progressismo do presidente Macron, acrescenta LE MONDE.

Enfim, L’HUMANITÉ, destaca o tempo em que a África negra pôde pensar comunista, para se referir ao livro Cegonhas são imortais, do romancista  Alain Mabanckou, subtilmente, autobiográfico, traçando a sua história familiar que se entrelaça com a do Congo-Brazaville, onde nasceu.

Ele analisa, à altura duma criança brilhante, o destino do continente africano, “mais complicado que uma teia de aranha” com o colononialismo seguido do nascimento das nações comunistas africana, conhecendo de cor os textos de Marx, Engels e Lenine, ao mesmo tempo que recorda assassínios políticos de Lumumba, Thomas Sankara ou Ruben Um Nyobè, acrescenta, L’HUMANITÉ.


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