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Escola do futuro debatida em França

Escola do futuro debatida em França
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 31 de agosto de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais estão dominadas por questões de sociedade em França, nomeadamente a escola do futuro e a reforma do sistema de pensões.

Escola: igualdade de oportunidades segundo Blanquer, titula, LE MONDE. O ministro da educação, Blanquer, em entrevista a este vespertino, apresenta os grandes eixos dos seus projectos escolares.

No programa, uma lei, no começo de 2019, para permitir baixar a idade da escolaridade obrigatória para 3 anos e uma reforma da formação dos professores. Sobre a educação prioritária para além duma incitação financeira aos professores, o ministro promete ir mais longe do que os desdobramentos entre a pré-primária e a primária.

Queremos ir às raizes das desigualdades sociais, começando pela primeira delas, que é o de crianças que saem da escola primária sem aprender bem a escrita e a linguagem oral. O ministro aposta numa filosofia de excelência, acrescenta, LE MONDE. 

Escola gratuita?, pergunta, em título, L'HUMANITÉ. Gratuidade da educação: o estado nao faz os deveres de casa. Em França a escola pública e gratuita não deveria custar nada... em teoria.

Na prática, o preço dos estudos pesa muito nas despesas do agregado familiar, deixando a autoridades locais, quando podem, assumir as responsabilidade do estado, nota, L'HUMANITÉ. 

Hoje, canto coral, titula, LA CROIX. O plano coral é lançado no novo ano lectivo das escolas primárias. Ambicioso, deverá ser gradualmente implementado. Favorável a esta reforma, Mathieu Romano chefe de orquestra, afirma que cantar é forma a consciência de si e do outro.

Há ainda muitos adultos que não cantam porque na infância alguém da família ou um professor lhes disseram que nao sabiam cantar ou que cantavam desafinados, pelo que as crianças, têm de ser acompanhadas desde tenra idade, fisiológica e psicologicamente, na aprendizagem do canto, acrescenta, o especialista, ao jornal LA CROIX.

Mudando de assunto, LE FIGARO, titula, sobre Macron e a reforma das pensões, o grande divórcio. Ao anunciar que as pensões vão progredir a uma menor velocidade que a inflação, o governo reforça o sentimento duma contribuição injusta dos pensionistas, que já foram penalizados com a alta da taxa social.

As escolhas orçamentais do governo correm o risco de ter um forte impacto político, porque os pensionistas representam mais de um terço do corpo eleitoral, sublinha LE FIGARO.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, sobre os Oceanos. A acidificação dos mares, ameaça o planeta. Desde a reovlução  industrial, emissões de dióxido carbono não cessaram de aumentar na atmosfera, modificando e ameaçando os organismos e ecosistemas marinhos indispensáveis à regulação do aquecimento global, nota LIBÉRATION.  

Em relação à política mundial, LE MONDE, destaca a cidade de Malmö e o espantalho da extrema direita, na Suécia. A cidade sueca tornou-se no símbolo do fracasso do multiculturalismo para os populistas do mundo inteiro.

Através de  Malmöe são os muçulmanos os visados, afirma um jornalista sueco, que sublinha: a extrema direita deleita-se com a virgindidade perdida da Suécia da banda dos ABBA, feminista ou mulher loira, agora violada pelo homem de tez escura depois de se ter vangloriado da sua política de acolhimento de refugiados, escreve LE MONDE.

Sobre a África, o mesmo vespertino, destaca, fim do julgamento do exterminador congolês no Tribunal penal internacional. É Bosco Ntaganda, 45 anos, que no último dia do julgamento, disse aos juízes, não ter participado num "plano para o controlo político e militar de Ituri", região mineira do leste da RDC. Ele rejeita acusações de assassínios, violação ou escravatura sexual, sublinhando que é um revolucionário e não um criminoso.

Os juizes comeaçaram a deliberar, um processo que poderá meses ou mesmo anos, como foi o caaso em outros julgamentos do tribunal penal internacional, nota LE MONDE.

Enfim, L'ÉQUIPE, titula, sobre o sorteio da Liga dos campeões europeus, colocando as equipas francesas em grupos difíceis.  Por exemplo será complicado para o Mónaco e o PSG, que estão nos grupos A e C, mas o Lyon, está no grupo F, que é mais abordável.


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