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França

Rui Chafes na colecção do Centro Pompidou

media As obras "Carne Invisível" e "Carne Misteriosa" que entraram na colecção do Centro Pompidou. Rui Chafes

O Centro Pompidou, em Paris, passou a contar, esta segunda-feira, com as esculturas "Carne Invisível" e "Carne Misteriosa" do escultor português Rui Chafes. A entrada na colecção permanente do conhecido museu francês de arte moderna acontece na semana em que foi inaugurada, na Gulbenkian de Paris, uma exposição que coloca, lado a lado, Rui Chafes e Alberto Giacometti.

As duas esculturas de Rui Chafes entraram no Centro Pompidou graças a uma doação anónima. As obras foram realizadas em 2013 e expostas, no ano passado, na Galerie Mendes, em Paris, quando o galerista Philippe Mendes deu a Rui Chafes "carta branca" para expor no meio de pinturas dos séculos XVI e XVII.

Rui Chafes ficou muito satisfeito com a entrada no Pompidou, um passo para a visibilidade das obras que “só existem se forem vistas por alguém”. O Pompidou é um dos museus mais visitados em França e um dos mais reputados a nível internacional.

"É um passo importante para essa tal visibilidade, porque eu acho que as obras de arte só existem se forem vistas por alguém. Se ficarem na gaveta não existem, não há hipótese nenhuma de uma obra de arte existir. A obra de arte só existe quando o círculo se fecha: começa no artista e tem que acabar em quem a recebe, no espectador", afirmou Rui Chafes.

Rui Chafes, Escultor 03/10/2018 ouvir

A apresentação das obras no Centro Pompidou aconteceu na segunda-feira, nas vésperas da abertura ao público da exposição “Gris, Vide, Cris”, que junta esculturas de Rui Chafes e Alberto Giacometti na delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian.

Nascido em Lisboa, em 1966, Rui Chafes fez o curso de Escultura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e também estudou na Kunstakademie Düsseldorf, na Alemanha.

Foi galardoado com o Prémio Pessoa, em Portugal, em 2015, e com o Prémio de Escultura Robert-Jacobsen, na Alemanha, em 2004.

Em 1995, Rui Chafes representou Portugal, com José Pedro Croft e Pedro Cabrita Reis, na 46.ª Bienal de Arte de Veneza. Em 2004, participou na 26.ª Bienal de S. Paulo, com um projecto conjunto com Vera Mantero. Em 2013, foi um dos artistas internacionais convidados para expor no Pavilhão da República de Cuba, na 55.ª Bienal de Veneza.

O seu trabalho tem sido exposto em Portugal e no estrangeiro, desde meados dos anos 80 e, em 2014, apresentou a exposição antológica "O peso do paraíso" no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

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