Ouvir Carregar Podcast
  • 16h00 - 16h10 TMG
    Noticiário 19/09 16h00 GMT
  • 16h00 - 16h06 TMG
    Noticiário 21/09 16h00 GMT
  • 16h06 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 21/09 16h06 GMT
  • 16h10 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 20/09 16h10 GMT
  • 17h00 - 17h10 TMG
    Noticiário 20/09 17h00 GMT
  • 17h00 - 17h06 TMG
    Noticiário 15/09 17h00 GMT
  • 17h06 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 21/09 17h06 GMT
  • 17h10 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 20/09 17h10 GMT
  • 18h00 - 18h06 TMG
    Noticiário 21/09 18h00 GMT
  • 18h00 - 18h10 TMG
    Noticiário 20/09 18h00 GMT
  • 18h06 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 21/09 18h06 GMT
  • 18h10 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 20/09 18h10 GMT
  • 19h00 - 19h10 TMG
    Noticiário 20/09 19h00 GMT
  • 19h00 - 19h06 TMG
    Noticiário 21/09 19h00 GMT
  • 19h06 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 21/09 19h06 GMT
  • 19h10 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 20/09 19h10 GMT
Para aproveitar em pleno os conteúdos mutimedia, deve ter o plugin Flash instalado no seu navegador. Para estabelecer a ligação deve activar os cookies nos parâmetros do seu navegador. Para poder navegar de forma ideal o site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e + etc.

França distingue "grito de denúncia" do povo Krenak

França distingue
 
Rio Doce, contaminado pela lama tóxica, a desaguar no Oceano Atlântico. 24 de Novembro de 2015. AFP

A fundação France Libertés vai premiar, este sábado, a campanha “Justiça para o povo Krenak” que tem vindo a denunciar aquele que é considerado o pior desastre ambiental do Brasil. Em Novembro de 2015, a ruptura da barragem de Mariana, no Brasil, provocou uma avalanche de milhões de metros cúbicos de lama tóxica ao longo de centenas de quilómetros, inundando aldeias e destruindo plantações, animais e o Rio Doce.

Geovani Krenak é o representante dos Krenak, um povo autóctone que hoje tem 120 famílias que vivem em sete aldeias nas margens do Rio Doce, em Minas Gerais. O “crime” de Novembro de 2015, com a ruptura da barragem de Mariana, destruiu o seu modo de vida deste povo e a campanha “Justiça para o povo Krenak” visa denunciar o que aconteceu e exigir a penalização dos responsáveis, nomeadamente a grande empresa de exploração mineira Vale.

Geovani Krenak, porta-voz do povo Krenak, vai receber o prémio da France Libertés-Fondation Danielle Mitterrand este sábado, em Paris, depois de ter participado, também na capital francesa, na Cimeira Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos.

Em entrevista à RFI, Geovani Krenak explicou que o prémio distingue “o grito de denúncia do povo Krenak” e, mais do que isso,é um “prémio para a resistência dos povos indígenas” aos ataques ao meio-ambiente.

Essas pessoas da France Libertés viram que o povo Krenak está no último grito de denúncia. O prémio é para a resistência dos povos indígenas. Eu não vejo isso como um prémio para o povo Krenak, mas para os povos que defendem o rio, defendem a mata, defendem o meio-ambiente porque essas riquezas não são só necessárias para os povos indígenas. [Por exemplo] todos sabem da importância da Amazónia para o mundo. A Amazónia é o pulmão do mundo”, afirmou.

Com este prémio, Geovani Krenak espera que “o grito” tenha eco internacional para sensibilizar o mundo contra a degradação da natureza:

“Vejam a luta que a gente está travando por algo que é de todo o mundo, por algo que é necessário para a sobrevivência de todo o planeta. Eu espero que essa homenagem cause uma reflexão nas pessoas para que vejam porque é que a gente está lutando”, continuou.

Geovani Krenak também participou, entre 29 e 31 de Outubro, na Cimeira Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos, em Paris, onde alertou para a necessidade de se proteger tanto a natureza quanto os povos indígenas. O apelo foi feito dois dias depois da eleição de Jair Bolsonaro a presidente do Brasil. Krenak teme que as políticas do novo presidente contribuam para o aumento da perseguição dos povos autóctones e para investida industrial sobre as terras, com a consequente destruição da natureza.

"É triste a situação. É um momento de denúncia e, inclusive, de preparar para algo pior do que esse cenário actual. Ou seja, o número de assassinatos de indígenas pode aumentar. Pior no sentido de o território - que é por direito dos povos indígenas - ser tomado. O ministério do Meio Ambiente poderá deixar de existir", indicou.

Geovani Krenak sublinhou, ainda, que “os verdadeiros activistas do mundo desde sempre são os povos indígenas”: “Porque desde a chegada de outras culturas ao nosso território, nós brigámos pelo território por entender que a Terra deve ser protegida, a natureza fornece-nos tudo o que a gente precisa sem precisar de a destruir.”


Sobre o mesmo assunto

  • França/Brasil

    França distingue "grito de denúncia" do povo Krenak

    Saber mais

  • França

    Luta dos povos indígenas brasileiros chega a Paris

    Saber mais

  • Revista de Imprensa

    O planeta perdeu 60% dos animais selvagens

    Saber mais

  • BRASIL

    Brasil: Bolsonaro toma posse em Janeiro

    Saber mais

  • Convidado

    Brasil: Jair Bolsonaro eleito com 55,1% de votos

    Saber mais

  • A

    A "cabana ideal" do século XXI em Paris

    Le Corbusier, um dos mais importantes arquitectos do século XX, continua a influenciar criadores em todo o mundo. No início dos anos 50, realizou um ícone da arquitectura: …

  • "Reforma das pensões é uma questão de justiça"

    A França deu hoje mais um passo no sentido da reforma do sistema de pensões que visa acabar com os regimes especiais, em vigor há mais de 70 anos. Diante do Conselho …

  • Paris homenageia Maria Helena Vieira da Silva

    Paris homenageia Maria Helena Vieira da Silva

    Os quadros “Jardins suspendus” (1955) e “Stèle” (1964), de Maria Helena Vieira da Silva, foram colocados, em Julho, na entrada do Palácio do Eliseu, em Paris. No sábado, …

  • "Obrigado" do guineense Vlady

    O músico guineense residente em Paris, Vlady é o convidado deste magazine Vida em França. De seu nome Vladimir Rumpentiam nasceu a 14 de Novembro de 1989 na vila de Pelundo, …

  • G7 em Biarritz com forte dispositivo de segurança e contra cimeiras

    G7 em Biarritz com forte dispositivo de segurança e contra cimeiras

    A estância balnear de Biarritz, no sudoeste da França, acolhe entre 24 e 26 de Agosto e sob um forte dispositivo de segurança a cimeira do G7, o grupo dos sete países …

  • Desembarque na Provença, uma história africana

    Desembarque na Provença, uma história africana

    “A França tem uma parte de África”, eis a frase pronunciada pelo Presidente Emmanuel Macron nesta quinta-feira 15 de Agosto de 2019, nas comemorações do desembarque das …

  • Assédio sexual: Um ano depois, o que falta fazer

    Assédio sexual: Um ano depois, o que falta fazer

    A França adoptou em Agosto de 2018 o projecto de lei contra o assédio nas ruas. O diploma visa reforçar a repressão de violações e outros abusos sexuais cometidos sobre …

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
As emissões
 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.