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Macron tenta reconquistar franceses nos 100 anos do armistício

Macron tenta reconquistar franceses nos 100 anos do armistício
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 05 de novembro de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses  apresentam-se diversificadas entre assuntos de política nacional e internacional como o centenário do armistício. 

LE FIGARO, titula, 1918-2018: Macron quer reabrir-se virar-se para a França maltratada. O chefe de Estado aproveita o centenário do armistício para ir ao encontro dos franceses do norte e do leste. Um périplo duma semana que terminará a 11 de novembro em frente ao Arco de Triunfo em Paris.

O Presidente Macron fará o trajecto das grandes batalhas da Primeira guerra mundial. No seu editorial, intitulado, contradições, LE FIGARO, escreve, que Macron, decidiu percorrer caminhos da memória para se reencontrar com o povo. Mas como conjugar uma dialéctica da intimidação e a impaciência do povo, pergunta, LE FIGARO.

1914-1918, o mundo recorda-se, titula, LA CROIX. As cerimónias do centenário começam com um grande encontro encontro internacional a 11 de novembro, com a presença de 84 países. O marco mundial da Grande Guerra, encontra-se em França, declara Joseph Zimet, director geral da Missão do centenário da Primeira Guerra mundial. Abordaremos as dimensões familiar, municipal e internacional, sublinha, o especialista, em entrevista ao jornal, LA CROIX.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, combustíveis, o vozeirão, num trocadilho em francês de preço e grito, para falar do aumento dos preços de gasolina e gasóleo. Numa autêntica acrobacia entre a indispensável fiscalidade ecológica dos mais modestos, o governo meteu-se em alheadas com uma revolta em crescendo.

Com o aproximar de 17 de novembro, dia da mobilização contra a alta dos preços dos combustíveis, o governo não está disposto a tirar o pé do acelerador, apesar das oposições sobre o poder de compra e das dúvidas de certos eleitos do próprio partido do Presidente Macron, tendo em conta o descontentamento do povo, acrescenta, LIBÉRATION.

Mudando de assunto, LE MONDE, prefere titular, sobre o balanço de Trump à prova das urnas. Os americanos votam amanhã no quadro de eleições intercalares, muito importantes na vida política americana. O escrutínio oferece aos eleitores a ocasião de julgar o balanço do presidente republicano e os seus métodos contestados, com Trump a vangloriar-se de ter cumprido as suas promessas de 2016.

Donald Trump mobiliza o seu eleitorado sobre os seus temas de predilecção, o proteccionismo e a imigração. Enquanto o Senado poderia manter-se na esfera republicana, a Câmara dos representantes poderia passar para o campo democrata.

A perda Câmara dos representantes, complicaria os últimos anos do mandto de Trump, que até agora, pôde contar com o controlo total das alavancas do poder federal, sublinha, LE MONDE.

No seu editorial, intitulado, um escrutínio, carregado de ensinamentos, LE MONDE escreve: se o campo de batalha do Senado é escandalosamente favorável aos republicanos pela aleatoriedade da renovação parcial deste ano, uma tomada democrata da Câmara dos representantes, acompanhada pelo conquista de postos de governadores e de deputação de estados, significaria que não terminaram as duas visões de um destino americano: a de Trump, mercantil e brutal e aquela que durante muito tempo foi partilhada por moderados dos dois campos, que respeita os seus aliados e os ideais de partilha, para lá dos erros passados, sublinha, LE MONDE.

Enfim, L’HUMANITÉ, titula, os bastidores duma sucessão caótica. Na Argélia, os clãs no poder já estão a urdir planos para o pós-Buteflika, mesmo se anunciaram a sua candidatura. O sistema Buteflika está a cair de podre. Enquanto o clã presidencial agita o cenário surrealista de um quinto mandato, os argelinos observam com amargo e temor a guerra de sucessão aberta ao mais alto nível do Estado e do Exército, acrescenta, L’HUMANITÉ.


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