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“Diário de resistência” de Daniel Blaufuks em Paris

“Diário de resistência” de Daniel Blaufuks em Paris
 
Imagem da exposição "Aujourd'hui. Eugène Delacroix, Daniel Blaufuks". Musée national Eugène-Delacroix, Paris. Galerie Jean-Kenta Gauthier

O fotógrafo português Daniel Blaufuks vai estar representado no Paris Photo, mas é no Museu Eugène Delacroix que ele se expõe num registo mais intimista e diarístico, ao lado de pinturas e escritos do próprio Delacroix e de uma obra do japonês On Kawara. Neste programa, conversamos sobre o “diário de resistência” do artista, sobre instantâneos, fotografia, pintura, tempo e silêncios.

Novembro é considerado o mês da fotografia em Paris. No epicentro dos eventos está o salão internacional de fotografia Paris Photo, no Grand Palais, que começa esta quinta-feira e termina no domingo. Também há o Photo Saint Germain, em que museus, galerias e livrarias se rendem à imagem, e o Offprint, um festival dedicado à edição de livros de arte, design e fotografia. O artista português Daniel Blaufuks está presente em todos.

No Grand Palais, ele tem fotografias na galeria francesa  Jean-Kenta Gauthier e na portuguesa Carlos Carvalho e vai apresentar um novo livro no sábado. “1+1=1” vai estar também no stand  dos editores portugueses Pierre von Kleist no Offprint. Mas é no Museu Eugène Delacroix, mais concretamente no estúdio do pintor francês, que Daniel Blaufuks se expõe num registo mais intimista e diarístico, ao lado de pinturas e textos de Delacroix e de uma obra do japonês On Kawara.

A mostra chama-se “Aujourd’hui. Eugène Delacroix, Daniel Blaufuks” e revela que não há naturezas mortas nem lugares seguros. Apenas uma “Tentativa de Esgotamento”, como o nome da série de fotografias instantâneas – polaroides - que Blaufuks executa, todos os dias, desde 2009.

Tenho uma ligação com a pintura e há certos pintores que me interessam mais do que outros pelo seu lado talvez mais fotográfico. Por exemplo, eu penso que o Caravaggio é o primeiro fotógrafo e o Delacroix está entre eles”, contou à RFI o fotógrafo que viu na janela do ateliê de Eugène Delacroix “a mesma palete de cores” que ele próprio utiliza nas suas imagens.

A exposição, que está patente até 3 de Dezembro, “fala do tempo, fala do que passa, fala do dia-a-dia” e da falta de tempo e silêncio para observar. A mostra “também fala da própria experiência de ser artista e da matéria”, com uma sala de fotografias instantâneas, “erros e defeitos”, que também fazem parte do processo de criação.

Blaufuks escolheu fotografias instantâneas inspiradas no livro “Tentative d'épuisement d'un lieu parisien”, de Georges Perec.

Isto também é uma tentativa de esgotamento. Eu há anos que fotografo o mesmo espaço, a mesma janela, pensando que talvez um dia eu esgote as possibilidades mas, na verdade, quanto mais fotografo mais percebo que nenhuma fotografia é igual à outra, nem nunca será. Portanto, é impossível esgotar o espaço, mesmo fotograficamente”, descreveu.

Na imagem central da exposição, debaixo da janela fosca, uma frase surge inesperada: “The destruction of Aleppo”.

São anotações diarísticas (…) Apesar de eu me retrair dentro deste meu espaço - que é o meu estúdio mas que eu também habito - atrás de uma janela que é fosca, portanto, opaca, o mundo continua lá fora e eu não me posso, apesar de tudo, abstrair completamente do mundo. Há coisas que entram pela janela adentro, mesmo tendo a janela fechada”, continuou.

O choque entre a fotografia e as frases são “um curto-circuito porque há uma paz que a fotografia transmite”, mas que não coincide com o que o artista sentiu nesse dia. “Talvez seja exagerada esta palavra, mas eu penso, também, que é um diário de resistência, de certa forma.”

A contrastar com os instantâneos tirados à janela do seu estúdio, está um autorretrato de Daniel Blaufuks, uma fotografia que parece uma pintura em tons simbolistas e românticos. A obra fecha – ou abre - a exposição. Num tom mais clássico e com uma grande dose de auto-ironia.

O que me interessa verdadeiramente na arte – e é isso que, no fundo, eu gostaria de alcançar - é que cada trabalho meu contivesse dentro de si o passado, o presente e o futuro. Eu acho que a verdadeira arte tem isso, a arte que vive para além do seu tempo …”

“Quando eu faço um auto-retrato de mim como um pintor também me estou a auto-ironizar, obviamente. E num mundo de selfies – que não são auto-retratos - o facto de estar ali uma representação do próprio artista, de uma forma talvez mais próxima do Delacroix do que do meu tempo, também é uma ironia sobre mim e sobre o que a arte pode e não devia ser”, explicou o fotógrafo que nasceu em 1963, em Lisboa.


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