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Relações difíceis entre Europa e Estados Unidos de Trump

Relações difíceis entre Europa e Estados Unidos de Trump
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 09 de novembro de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões sociais nacionais e a nível internacional pelas relações complexas entre a Europa e os Estados Unidos.

LE FIGARO, titula, Inquérito sobre a França dos prédios insalubres. Há mais de 400 mil habitações nesta situação, os realojamentos são difíceis, a papelada administrativa é uma dor de cabeças e os procedimentos de renovação são muito complicados de serem lançados.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, cabana tosca de Marseille, Gaudin, desalojado. Um relatório de 2015 já denunciava a gestão de casas insalubres pelo presidente da câmara municipal de Marselha, Godin. O desabamento de dois edifícios na segunda-feira no centro da cidade provocou a morte de pelo menos 7 pessoas.

Mudo desde a queda dos dois prédios, Gaudin resolveu hoje falar, sem que tenha convencido a opinião pública. “Os pobres não interessam o presidente da câmara municipal de Marselha, porque não seus eleitores, logo deixe-se  que tudo caia de podre”, denuncia Patrick Lacoste, co-fundador da associação Centro da cidade para todos, entrevistado pelo LIBÉRATION.

LA CROIX, titula, atentados, trabalho de memória. 3 anos depois dos atentados de Paris, uma equipa científica estuda a evolução da memória individual e colectiva dos franceses. Há 2 anos que uma investigação inédikita ambiciona estudar a evolução das memórias individuais e da memória colectiva sobre os atentados de 13 de novembro. Investigadores de vários ramos das ciências humanas recolhem testemunhos de cerca de 1000 pessoas, incluindo centenas de feridos dos atentados, acrescenta, LA CROIX.

L’HUMANITÉ, titula, a guerra de 14-18 que não devia ser feita. Essa guerra não era fatal nem necessária. A comemoração de 11 de novembro pode ser ocasião de reflectir aos encadeamentos que conduzem ao pior e à fuga da instrumentalização de memórias, acrescenta, L’HUMANITÉ.

Mudando de assunto, Estados Unidos-Europa: a história de um divórcio, títula o vespertino, LE MONDE. Donald Trump, deve assistir, no domingo, em Paris, a cerimónias do armistício de 1918, nas quais participam cerca de 60 chefes de Estado.

Por ocasião da presença do presidente americano em França, o vespertino consagra uma série de artigos e análises sobre a crise das relações transatlânticas, começando a lenta consciência tomada pelos europeus das dificuldades em manter o laço com os Estados Unidos, aliado histórico. Merkel, May e Macron, traçaram diferentes estratégias, mas nada feito. É o divórcio entre os Estados Unidos e Europa.

E face a Macron, o governo alemão não propôs nada e disse não a praticamente tudo, declara uma ecologista alemã. E em relação à ideia de Paris, que por ocasião destas celebrações quer relançar o  multicultarismo organizando um Forum para a paz, Trump, já disse que não participará, acrescenta, LE MONDE.

Enfim, em relação à África, o mesmo vespertino, refere-se à África do sul , a passos de gigante. Uma África do sul por descobrir seguindo as pegadas de Nelson Mandela que este ano faria 100 anos se estivesse vivo.

Por seu lado, LIBÉRATION,  pergunta, onde se encontra Ali Bongo do Gabão? Circulam boatos loucos no país desde o presumível acidente vascular cerebral do chefe do Estado a 24 de outubro, pelo que há uma corrida desenfreada à sua sucessão no coração do clã presidencial..


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