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Abatido pela polícia terrorista de Estrasburgo

Abatido pela polícia terrorista de Estrasburgo
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 14 de dezembro de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por assuntos de interesse nacional.

Como financiar as promessas de Macron, titula, LE MONDE. O  governo deve apresentar no dia 19 de dezembro o essencial das medidas anunciadas pelo chefe de estado para desactivar a crise social. O executivo procura 10 mil milhões de euros para honrar as promessas nomeadamente a alta em 100 euros do salário mínimo. O subsidio excepcional a ser dado pelas empresas ou a desfiscalização das horas extraordinárias estão a ser debatidos.

A maioria parlamentar envida esforços para que estas medidas sejam implementadas rapidamente e que sejam claras para os franceses, enquanto o ministério de economia está preocupado com o aumento do défice. Isto quando os coletes amerelos são chamados a não manifestar amanhã e os comerciantes se sentem penalizados antes das festas do Natal, acrescenta LE MONDE

O mesmo vespertino, refere-se à morte do terrorista de Estrasburgo, Chérif Chekati. Autor do tiroteio do mercado de Natal de Estraburgo, ele foi morto ontem depois de ter estado a monte 48 horas depois dos actos. Para o sociólogo, Farhad Khosrokhavar, o autor do tiroteio, não era um jiadista e sua radicalização não tem nada a ver com o Islão.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, atentado de Estrasburgo, fim da fuga. Chérif Chekatt, foi morto pela polícia no  bairro de Neudorf. Aplausos e bozinões de alegria foram ouvidos ontem noite nas ruas de Estrasburgo, pelos habitantes de Neudorf, após a morte de Chekkat.

O terrorista de Estrasburgo morto pela polícia, relança em título, LE FIGARO. O homem mais procurado de França, Chérif Chekkat, foi neutralizado no bairro de Neudorf no termo de uma perseguição que mobilizou 700 forças da policia, acrescenta LE FIGARO.

Coletes amarelos, Diálogo, acto  I, titula por sua vez LACROIX. Quando se teme mais um sábado de violência, o executivo lança amanhã uma vasta concertação e câmaras municipais abrem os seus livros de reclamações. Que fazer para que a concertação nacional seja bem sucedido? Num contexto complicado o método surge como um passo incontornável. O executivo, que enfrenta uma crise social, climática e democrática, tem de definir rapidamente o quadro do debate, afirma preocupado o filósofo, Dominique Bourg, entrevistado pelo jornal LA CROIX.

Sede de democracia, titula, L’HUMANITÉ. Nas rotundas de coletes amarelos, o discurso ficou mais solto  e muitos estão mais politizados. Este caldeirão democrático permite um crescer de ideias novas para refundar a República.

Mudando de assunto, na actualidade internacional, LE FIGARO, dá relevo à Cisjordânia, apanhada na engrenagem da violência. Os ataques reivindicados pelo Hamas e as represálias do exército israelita multiplicam-se  nos territórios ocupados palestinianos para eliminar os autores.

O assassínio de vários civis e militares israleitas por palestinianos torna mais difícil a gestão securitaria do território ocupado, relança LE MONDE. Os colonos reclamam o encerramento  total da estrada 60 aos palestinianos ou seja uma segregação, acrescenta o vespertino.

Brexit, a UE ajuda o  mínimo possível Theresa May. A primeira ministra britânica, nota LE MONDE, pediu novas garantias e ajudas para que possa ratificar o acordo que assinou com União europeia.

Queremos ajudá-la, ouviu-se durante o conselho europeu, em todas as línguas europeias. Mas os 27 contentam-se em declarar que vão ajudar, sem que se veja algo de concreto. O Presidente da Lituânia, por exemplo, tuítou em relação a Theresa May: "Diz o que queres e o Pai Natal fará a entrega da prenda", nota LE MONDE.

Enfim, sobre a África, o mesmo vespertino, refere-se à ONU que renova a sua missão na RCA sob fundo de tensão com Moscovo. A Rússia instalou forças militares hà um ano na RCA, país mergulhado na violência.

Pela primeira vez, o conselho de seugrança da ONU rompeu a sua unidade sobre as tropas na RCA. Os diplomatas votaram ontem a renovação por um ano da MINUSCA que conta com 11.600 capacetes azuis no terreno, mas a Rússia e a China abstiveram-se, apesar de apoiarem a missão. Consideraram que o texto da autoria de Paris não fazia explicitamente referência aos esforços de Moscovo para estabilizar a RCA.


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