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Macron escreve carta aos franceses para debate nacional

Macron escreve carta aos franceses para debate nacional
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 14 de janeiro de 2019 RFI

Temas de cariz nacional continuam a dominar as primeiras páginas dos jornais franceses, como o debate nacional sobre a crise dos coletes amarelos, ou camionistas estafados pelo trabalho excessivo, que só sonham partir para a reforma.

LE MONDE, titula, Macron tenta relançar o seu mandato. O chefe de Estado tornou pública a sua "carta aos franceses" no domingo, 13 de janeiro, a fim de abrir o debate nacional prometido em resposta à crise dos coletes amarelos. O presidente propoe  um novo contrato na continuidade do seu mandato. "Não há questões proíbidas" afirma, mas vai fixando linhas vermelhas, como a reforma do imposto sobre fortunas, nota, LE MONDE.

"Para mim não há questões tabú", replica, AUJOURD'HUI EN FRANCE, citando, Macron, na sua carta, incentivando os franceses a participar no grande debate. "Este debate é um iniciativa inédita da qual tenho a firme vontade de tirar todas as conclusões. Não é nem uma eleição nem um referendo", escreve, Macron, na carta, publicada, pelo AUJOURD'HUI EN FRANCE. 

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, coletes amarelos, mesmo dia, mesmos confrontos. Pelo nono sábado consecutivo, houve manifesações, e o dispositivo securitário, com 80 mil polícias de ordem e polícia militar, em França, ilustra bem o receio duma escalada da violência. 

24 horas no maior restaurante rodoviário de França, titula, LA CROIX. Um dia em Escala, perto de Chateauroux, no centro do país, por onde passam, 24 horas por dia, centenas de camionistas. Em média são servidas 700 mesas por um batalhão de 90 empregados. "Tudo aqui é descomunal", diz, uma empregada. Mas é também lugar para os camionistas se queixarem dos horários de trabalho, salários e dos coletes amarelos. Gostam do ofício mas estão estafados e muitos sonham partir para a reforma, acrescenta, LA CROIX. 

Mudando de assunto, LE FIGARO, é o único a titular sobre um tema internacional. Médio oriente, o grande recuo dos ocidentais. A retirada americana da Síria é apenas o sinal deste apagamento. A indecisão, a ideologia e os erros tácticos desembocaram numa impotência estratégica na região. Na verdade, o afastamento dos Estados Unidos daquela região estratégica, deixa campo livre aos rivais dos ocidentais, nomeadamente, Irão, Rússia e Turquia.

Na Síria, Washington, Paris ou Londres deixam de ter praticamente palavra a dizer. No Líbano, os ocidentais deixaram de ter igualmente tanta influência como o Irão, no Iémen, foram incapazes de impedir uma catástrofe humanitária e no Golfo só viram no príncipe herdeiro Ben Salman, um reformista, cegos à sua aventura militar e ao seu cinismo político, acrescenta, LE FIGARO.

Por seu lado, LE MONDE, refere-se ao fim de 40 anos de fuga do antigo activista de extremaesquerda, Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em 1987 na Itália por assassínios e cúmplice de assassínios, extraditado, após ter sido preso na Bolívia. Em Roma a prisão do condenado foi celebrada quase por unanimidade e no Brasil, donde fugir para a Bolívia, foi uma autêntica festa, nota LE MONDE.

Enfim, sobre a África, LIBÉRATION, destaca RDC e o opositor Fayulu que reivindica vitória nas últimas presidenciais e exige uma recontagem dos boletins de voto. O opositor explica que ganhou com 61% dos sufrágios e nota que pretende recorrer para o Tribunal constitucional. Do seu lado, a Comissão eleitoral, apelou à ONU a apoiar as autoridades eleitas, acrescenta, LIBÉRATION.


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