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França

Guardas prisionais protestam em França

media Emmanuel Guimarães (E), delegado nacional da FO, a falar com Jean-Paul Chapu (D), director da prisão de Alençon, durante protesto dos guardas prisionais. 6 de Março de 2019. JEAN-FRANCOIS MONIER / AFP

Um dia depois do ataque a dois guardas prisionais por um detido radicalizado, várias prisões francesas são palco de protestos, esta quarta-feira. Em entrevista à RFI, o lusodescendente Emmanuel Guimarães, delegado nacional do sindicato penitenciário da Force Ouvrière, denunciou a falta de meios dos guardas prisionais e a impossibilidade legal de revistar os visitantes.

O alerta foi dado pelo lusodescendente Emmanuel Guimarães, delegado do Syndicat Nationale Pénitentiaire de Force Ouvrière e ecoou, hoje, em várias prisões:

É extremamente grave. Hoje a ameaça é real, vimo-lo ontem e há já muito tempo que deixámos o alerta. É preciso que o governo e os legisladores se mobilizem, que a ministra [da Justiça] nos dê respostas. Queremos trabalhar em segurança, é preciso dar-nos meios, mudar as leis para que possamos -como quando vamos a um museu - revistar um visitante que nos pareça suspeito”, afirmou Emmanuel Guimarães à RFI.

Emmanuel Guimarães, Delegado Nacional do Sindicato Penitenciário FO 06/03/2019 ouvir

Um dia depois do ataque a dois guardas prisionais por um detido radicalizado e pela sua namorada que o foi visitar e que entrou com facas de cerâmica, várias prisões francesas foram alvo de bloqueios, esta quarta-feira.

De acordo com Emmanuel Guimarães, às seis da manhã 55 prisões estavam bloqueadas e, ao início da tarde, esse número baixou para uma dezena devido à intervenção das autoridades para desmobilizar os guardas prisionais envolvidos no protesto.

Questionado sobre como é que uma faca de cerâmica pode entrar numa prisão, o sindicalista denunciou que a lei não permite que os visitantes sejam revistados, apesar de isso acontecer, por exemplo, nos aeroportos, na entrada para espectáculos ou até em museus em França.

A lei não nos deixa revistar os visitantes. Quando entra numa prisão, pedimos ao visitante para tirar o casaco, para o colocar num scanner que detecta os volumes metálicas; pedimos ao visitante para passar debaixo de um pórtico que vai detectar os volumes metálicos, mas uma faca em cerâmica e muitas outras coisas não são detectadas. É por isso que estes objectos entram”, declarou.

Emmanuel Guimarães explicou, ainda, que, o protesto dos guardas prisionais é “em primeiro lugar, uma reacção ao ataque terrorista contra dois guardas na prisão de Alençon que estão feridos e que continuam hospitalizados”.

Depois, os seguranças reivindicam melhorias no estatuto profissional e nos salários para “recrutar mais guardas nos estabelecimentos e se ter mais segurança”, assim como “uma legislação dedicada aos presos radicalizados”.

Sabemos que os detidos mais violentos e mais perigosos, radicalizados, estão reunidos em estabelecimentos prisionais que já existem e a gestão deve ser melhorada em relação à forma como eles são tratados. Se dermos aos seguranças meios mais fortes que um simples apito - por exemplo uma pistola de impulsão eléctrica em algumas zonas como as zonas de avaliação da radicalização, as zonas de isolamento, as zonas disciplinares - teremos muito menos agressões”, afirmou.

Radicalizado na prisão onde deveria cumprir 30 anos de pena, Michaël Chiolo, de 27 anos, agrediu, na terça-feira, com a ajuda da namorada que o foi visitar, dois guardas prisionais. Depois, barricaram-se cerca de dez horas numa unidade da prisão. Às 18h40, a polícia de choque acabou por lançar o assalto que levou à neutralização de Michaël Chiolo e à morte da sua companheira.

De acordo com o Procurador de Paris, Rémy Heitz, o detido afirmou que quis “vingar Chérif Chekatt, autor do atentado do mercado de Natal em Estrasburgo, em Dezembro. A AFP avança que Chérif Chekatt e Mickaël Chiolo chegaram a estar detidos na mesma prisão.

Hoje, a ministra da Justiça, Nicole Belloubet, reconheceu, na estação de rádio RMC, que “ainda há falhas” na gestão dos detidos radicalizados e admitiu ser “impensável que se possa entrar na prisão com objectos que não sejam detectáveis”.

Nas 188 prisões francesas, dos mais de 70.000 presos, cerca de 500 estão detidos por actos ligados ao terrorismo e 1.200 foram identificados como “radicalizados”.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.