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Trump branqueado pelo relatório Mueller sobre colusão com Moscovo

Trump branqueado pelo relatório Mueller sobre colusão com Moscovo
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 25 de março de 2019 RFI

As primeiras páginas da imprensa diária francesa apresentam-se diversificadas, mas o relatório Mueller sobre uma eventual incursão russa nas últimas eleições presidenciais, figura em dois jornais franceses, branqueando Trump. 

Trump triunfa após as primeiras conclusões do inquérito russo, titula, LE MONDE. O secretário para a justiça divulgou ontem um resumo da investigação levada a cabo pelo procurador especial, Robert Mueller sobre eventuais interferências da Rússia,  durante a campanha eleitoral americana de 2016. 

O documento exonera o presidente americano de qualquer tipo de colusão com Moscovo. O documento deita abaixo as esperanças dos críticos de Trump que acalentavam esperanças de uma destituição.

Donald Trump sai reforçado após as conclusões do relatório Mueller e segundo o ministro da Justiça, William Barr, o procurador especial não pôs em relevo elementos provando um conluio entre o então candidato presidencial, Trump e a Rússia, por ocasião da campanha.

O relatório de Mueller,  sublinha, que “responsáveis da campanha Trump, nem qualquer outra pessoa associada à campanha, conspiraram ou estiveram em contacto com o governo russo, apesar de múltiplas ofertas de indivíduos ligados à Rússia para os ajudar”, acrescenta, nesta citação, LE MONDE.

Por seu lado, LE FIGARO, escreve, mas como seu terceiro título de primeira página, relatório Muller: não há provas de colusão entre Trump e Moscovo. Após uma investigação de dois anos, o procurador especial, Robert Mueller, concluiu não haver elementos provando um entendimento entre a equipa de campanha de Trump e Moscovo, por ocasião das presidenciais de 2016.

Divulgadas ontem estas conclusões constituem uma vitória para o presidente americano que reagiu dizendo estar totalmente ilibado e  LE FIGARO cita o tuíte de Trump:” Não houve colusão, não houve obstrução. Inocência total e completa."

Mudando de assunto, LA CROIX pergunta sobre as europeias: Novos rostos, novas ideias? Em França vários partidos políticos colocam novícios como cabeça de listas às eleições de 26 de maio. Os principais partidos escolheram novas caras para liderar a batalha das europeias.

Após o Big Bang da eleição presidencial de 2017, acentua-se a tendência à renovação. Mas, segundo o analista político, Alain Duhamel, paradoxalmente, vê nisso um desinteresse das elites pela vida política, acrescenta, LA CROIX.

Esgotamento mental e físico em catadupa na inspecção de trabalho, titula, L’HUMANITÉ. Desde o ano passado uma dúzia de funcionários tentaram suicidar-se. Em causa, métodos de gestão onde prima o privado desde a formação. É que inspectores são alunos  em escolas do patronato. Funcionários denunciam as condições de estágio orbigatório nos serviços dos recursos humanos de empresas privadas, nota, L’HUMANITÉ.

Por seu lado, L’HUMANITÉ, titula, Hidalgo, retoma a situação nas mãos. Depois de ter sido criticada e de ter encaixado golpes baixos, a presidente da câmara municipal de Paris, candidata à sua reeleição, apresenta-se como favorita às municipais dentro de um ano.

A socialista, Hidalgo está de pés fincados no chão à espera dos seus adversários, 2 secretários de Estado do governo, Grivaux e Mahjoubi poderiam abandonar a equipa governamental para concorrem também às municipais, defendendo as cores do partido presidencial no poder, Em Marcha, nota, LIBÉRATION.

Enfim, LE MONDE, dedica uma página inteira em Moçambique, escrevendo, o ciclone Idai atingiu um "país maldito". À catástrofe natural que já fez perto de 500 mortos, juntam-se sequelas da guerra civil e o surgimento de grupos armados islâmicos radicais.

É como se Moçambique estivesse a viver as 7 pragas do Egipto, a começar pela crise político-militar, com uma guerra civil de 1975 a 1992 que provocou 1 milhão de mortos e 4 milhões de deslocados. Moçambique recompunha-se quando a Renamo, voltou a pegar nas armas em 2012 até uma trégua em fins de 2016, provocando dezenas de mortos e paralizando a região centro do país e um radicalismo do partido Frelimo no poder.

E, mais recentemente, grupos radicais islâmicos tomaram conta do norte do país, apanhando de surpresas as forças de segurança, um grupo que semeia terror, decapita homens e rapta mulheres.

Agora, sabendo que ciclones são frequentes em Moçambique, mais um, veio, há dias, fustigar aquele país, que para o desespero do povo, está a ser preparado pelo  governo e as ONG’s humanitárias, para a propagação de epidemias e uma crise alimentar, com 100 mil pessoas vivendo em centros de urgência essencialmente escolas e 800 mil pessoas estão sinistradas, acrescenta LE MONDE.

O mesmo vespertino, titula ainda sobre o massacre de pelo menos 134 pessoas ontem no Mali em conflitos étnicos entre os peules e dogons.


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