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Extrema-direita ataca e mata muçulmanos em mesquitas na Nova Zelândia

Extrema-direita ataca e mata muçulmanos em mesquitas na Nova Zelândia
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 15 de março de 2019 RFI

As primeira páginas dos jornais franceses estão dominadas pelo fim do debate nacional sobre a crise em França, mas também pelo atentado de um extremista contra duas mesquitas na Nova Zelândia.

LE MONDE, titula, terrorismo da extrema direita atinge muçulmanos na Nova Zelândia. Pelos menos 49 mortos, hoje, durante um ataque terrorista contra duas mesquitas de Christchurch. Vários suspeitos com ligações com a extrema direita foram interpelados para interrogatório policial logo a seguir ao atentado. O ataque que parece  ter sido bem planeado, segundo a primeira-ministra, Jacinda Ardern, ocorreu no momento da oração das sextas-feiras dos muçulmanos.

Um supremacista australiano reivindica o ataque e disse chamar-se Brenton Tarrant e ter 28 anos. Ele filmou em directo no Facebook Live, o ataque e o tiroteio com a polícia na mesquita Al –Noor.

Ele publicou também um manifesto de 73 páginas,  dizendo ser um homem branco normal duma família operária pobre e qualificou o seu ataque como anti-imigraçao afirmando que decidiu levantar-se pelo futuro do seu povo. Os invasores estão em todos os países, mesmo em terras mais longínquas, escreve o principal suspeito no manifesto de 73 páginas, sublinha, LE MONDE.

Outro destaque ainda do mesmo vespertino, na actualidade internacional, é o Brexit, que viu votado o seu adiamento  em Londres, pondo a União europeia numa má situação. Os euroepeus colocam as suas condições ao adiamento solicitado pelos britânicos para evitar uma saída do Reino Unido da União a 29 de março. O pesadelo de Bruxelas seria o de um Brexit sem fim com extenções curtas renovadas, acrescenta, LE MONDE. 

Mudando de assunto por cá, os restantes jornais franceses concentram-se no debate nacional sobre a crise política e social em França, que hoje terminou.

Grande debate: o que que querem verdadeiramente os franceses, titula, LE FIGARO. No momento em que termina a consulta nacional uma sondagem ODOXA DENTSU CONSULTING para este jornal e a Rádio France Info, indica que o poder de compra continua a ser a prioridade dos franceses.

A primeira etapa do debate terminou hoje. A síntese dos trabalhos será entregue ao presidente na segunda semana de abril. Mas, ninguém sabe realmente como é que o executivo se vai sair desta consulta inédita.

Mas se o Presidente continua a bater com a cabeça na parede, os franceses pelo contrário sabem muito bem o que querem e o que têm de mudar nas suas vidas. Para além do aumento do poder de compra querem também aumento das pensões de reforma,  baixa do IVA de certas categorias de produtos  e ainda o aumento do salário, são as prioridades de uma dezena de reivindicaçoes, nota LE FIGARO. 

Do Grande debate ao grande embaraço, replica, em titulo, LIBÉRATION. Imaginado para sair da crise dos coletes amerelos o dispositivo lançado pelo executivo que terminou hoje oficialmente, procura agora a sua tradução concreta.

E agora que fazer? Para já passa-se à fase de arbitragem, mas para Macron, que no começo era o único a acreditar no grande debate para solucionar a crise, agora afirma que a reconexão não está garantida e quer prolongamento depois do fim do tempo regulamentar do  jogo, nota, LIBERATION.

Grande debate, leitores exprimem-se, titula, LA CROIX. Desde o começo da crise dos coletes amarelos numerosos leitores do jornal escreveram para expor os seus pontos de vista.

Por exemplo, Jacques imagina um novo Senado de eleitos e cidadãos voluntários sorteados e formados. André, reclama um referendo de inciativa popular sobre grandes questões da sociedade. Até agora só o presidente da República, um quinto dos parlamentares e um décimo dos eleitores, cerca de 4 milhoes e 700 mil eleitores, têm a prerrogativa de referendo de iniciativa popular, acrescenta, LA CROIX.

L’HUMANITÉ, por seu lado, titula 4 meses que mudaram a vida dos coletes amarelos. Samuel Hayat diz por exemplo que a duração do movimento não tem equivalente  na história recente dos movimentos sociais em França.  Nicolas é mais duro dizendo ser inadmissível que Macron esteja em campanha para as eleições euroepias com o nosso dinheiro.

Enfim, sobre a África, é o mesmo L’HUMANITÉ, que dá relevo, à Argélia, escrevendo que a rua quer ter a última palavra. A luta pela República atravessa em profundadidade toda a sociedade argleina. Esta sexta-feira é marcada por novas manifestações gigantescas reclamando a demissão de Bouteflika e o fim do seu clã na Argélia.

 


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