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1° de maio dia do trabalhador sob alta tensão em França

1° de maio dia do trabalhador sob alta tensão em França
 
1° de maio não há jornais diários nas bancas, mas estão presentes online Jacques DEMARTHON / AFP

Como habitualmente no 1° de maio, dia do trabalhador, não há jornais diários impressos nas bancas em França. Em contrapartida temos as versões online, que destacam precisamente o 1° de maio.

LE MONDE, destaca sindicalistas, coletes amarelos, ecologistas, numerosas organizações online apelaram à mobilização por ocasião do 1° de maio, em Paris e em várias cidades de França, num contexto tenso por mais de 6 meses de crise social e 24 sábados seguidos de manifestação dos coletes amarelos.

Por outro lado, o mesmo vespertino, refere-se à presença de militantes radicais Black blocs, num 1° de maio sob alta tensão social para o governo. O executivo receia que coletes amarelos e radicais dos Black Blocs afluam aos desfiles sindicais por ocasião da Festa dos trabalhadores. 

Também la CROIX, destaca as manifestações do 1° de maio reúnem coletes amarelos e sindicatos, como CGT, CFDT, Força Operária, este ano durante a festa do trabalho sob alta tensão. Em Paris houve confrontos entre os Black blocs e forças da ordem. CGT denunciou uma repressão sem precedentes e sem discernimento, ao mesmo tempo que condenava cenas de violência em Paris.

L'HUMANITÉ, titula, um 1° de maio e muita mobilização. Sindicatos, coletes amarelos, defensores do clima, partidos políticos e cidadãos vão estar hoje em treino de aquecimento antes de 2 meses de manifestações non-stop.

Não haverá clima de paz social e os desfiles deste 1° de maio anunciam o primeiro encontro de mobilização depois da conferência de imprensa do Presidente da República. Os coletes amarelos devem inaugurar uma nova fase de contestação social, a de retaliação à pseudo mudança de imagem da política de Macron. Não há nada nos anúncios de Macron, sublinha, CGT ao jornal, L'HUMANITÉ. 

LIBÉRATION, por seu lado, escreve que esta festa dos trabalhadores é potencialmente explosiva, com manifestações sindicais e dos coletes amarelos em toda a França. Segundo o ministro do Interior, Christopher Castaner, eram esperados 1000 a 2000 activistas radicais em Paris, onde foram igualmente mobilizados 7400 forças da polícia e da segurança.  

Por seu lado, LE FIGARO, pergunta, se se pode proíbir manifestações dos Black Blocs? É uma questão recorrente. Numa altura em que o clima social nunca foi tão explosivo em França, o deputado dos Republicanos, Éric Ciotti, lamentou, numa entrevista na televisão France 2, que grupúsculos de extrema esquerda, nomeadamente, os Black Blocs, não sejam proíbidos de manifestar.

 

Mudando de assunto, na actualidade internacional, LE FIGARO, dá relevo à Venezuela, com a Maduro a dizer neutralizou um golpe, enquanto Guaidó, apela a manifestações. O presidente venezuelano, Maduro, afirmou que escaramuças golpistas de soldados que se aliaram a Juan Guaidó foram controladas e eliminadas anunciando que os responsáveis vão ser incriminados penalmente, nota LE FIGARO. 

 

Também LE MONDE, se refere a Venezuela, onde decorre um 1° de maio sob tensão um dia depois duma tentativa de golpe de Estado. O opositor Juan Guaidó, que tinha anunciado ontem ter recebido apoio de militares, apelou a manifestações neste 1° de maio para forçar o Presidente Maduro a abandonar o poder. 

 

Enfim, sobre a África, o mesmo vespetino, dá relevo a Marrocos, país mais desigualitário do norte do continente africano. Educação, saúde, mercado de trabalho... a ONG, OXFAM, traça um quadro implacável das desigualdades de riqueza no seio do Reino e defende uma fiscalidade mais justa, mas saúda a sua taxa de crescimento e a sua abertura ao turismo e a investidores estrangeiros.


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