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Franceses votam no domingo para o Parlamento europeu

Franceses votam no domingo para o Parlamento europeu
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 24 de maio de 2019 RFI

Eleições europeias dominam as primeiras páginas dos jornais franceses, a dois dias do escrutínio de domingo aqui em França.

Europeias: um escrutínio com desafios muito pesados, titula, LE MONDE. Surpreendente foi a vitória dos trabalhistas na Holanda, segundo uma sondagem duplicando o seu número de de deputados no parlamento europeu.

Efectivamente votou-se ontem na Holanda e no Reino Unido, enquanto aqui em França a votação é no domingo com o chefe de Estado a querer pesar muito na balança nesta sua primeira eleição intercalar do seu mandato, sabendo que a sua lista pode, ficar atrás, da União Nacional, de Marine Le Pen.

Do lado da família da esquerda, o total das intenções de voto é de 30% com o partido socialista correndo o risco de não estar presente em Estrasburgo. No seu editorial, LE MONDE, acrescenta que, em todo o lado, partidos nacionalistas e xenófobos avançam atacando não apenas a construção da Europa lançada há 60 anos, mas também a sua própria ideia.

Escrutínio europeu, desafio mundial, replica, LA CROIX. Na ausência duma Europa forte, um avanço populista ajudaria Trump, que não quer ver uma potência organizada à sua frente. Mas também a China e a Rússia vêem com prazer este avanço nacionalista. Frente a uma Europa dividida sobre as suas novas Rotas da seda, a China não esconde a sua estratégia a favor de líderes populistas europeus.

Porquê criar surpresa nestas eleições, relança, L'HUMANITÉ. Para estragar o cenário do duelo entre Macron e extrema-direita, eis algumas razões para se votar na lista liderada por Ian Brossat: redourar as cores da Europa social, não dar carta branca a Le Pen e seus aliados, mostrar cartão amarelo a Macron ou a União europeia deve ocupar-se da vida quotidiana das pessoas.

Por seu lado, LIBÉRATION, ironiza, com estas europeias, perguntando: está alguém em casa? No final duma campanha monótona, a abstenção poderia no domingo bater o récorde, em relação às anteriores europeias.

Para mobilizar os eleitores, cada cabeça de lista pretende encarnar o voto útil. Nem a escolha entre 34 listas nem a organização de debates conseguiram inverter este desinteresse do eleitorado que não viu nenhuma luz nas propostas feitas.

No mercado de Lille, no norte, entre os desinteressados pela política, os desiludidos com a política de Macron e aqueles que não estão ao corrente, as eleições europeias não entusiasmam os eleitores, acrescenta, LIBÉRATION.

Mudando de assunto, LE FIGARO, titula sobre os organismos públicos inúteis chamados à pedra. O governo quer financiar uma parte da redução dos impostos suprimindo instâncias consideradas inúteis ou redundantes com os serviços do Estado.

Num projecto de circular, o primeiro-ministro, pediu a todos os ministérios para fechar os fazer fusões de operadores dependentes deles e que empreguem menos de 100 pessoas a tempo inteiro, salvo justificar o seu interesse para continuarem a existir.

Enfim, sobre a África, uma nota cinematográfica, Kongo, mago em contra mão, um documentário de Hadrien La Vapeur e Corto Vaclav, presente no festival de cinema de Canes.

Um filme inteiramente rodado em Brazaville, nas margens do rio Congo, onde se misturam crenças, bruxaria, predação de terras, o homem que acorda forças obscuras maiores do que ele, o curandeiro num país, colonizado pelo capitalismo.


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