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Novo ano lectivo e reformas no ensino em França

Novo ano lectivo e reformas no ensino em França
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 30 de agosto de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões sociais com a abertura do novo ano lectivo ou o nuclear francês. 

 

Deixar tudo para se tornar professor, titula, LIBÉRATION. Se o mal estar na educação é real, há cada vez mais professores no ensino à procura de um sentido à vida depois duma primeira experiência profissional noutra área, Professor, uma segunda vida, o gosto de ser útil e exercer uma profissão com sentido, muitos que trocam um trabalho no sector privado para o ensino público.

Candice, 42 anos, antiga engenheira química, afirma nunca ter equacionada ideia de leccionar. Julien Mathieu, 33 anos, ex-gestor de comunidade nas redes sociais, afirma que na nova profissão de professor nunca trabalhou tanto e com tanto prazer, acrescenta, LIBÉRATION.

Escola: face aos sindicatos, o ministro da educação, Blanquer, continua a defender a sua estratégia. Com os professores a começar hoje o novo ano lectivo, há cada vez mais um clima de descontentamento. Alguns deles ainda não aceitarram as reformas que entram em vigor este ano.

Novos programas, novo liceu, novo plano de luta contra a violência, os profesores que retomam as aulas depois das grandes férias vão viver um ano marcado pela implementação de reformas importantes lançadas pelo ministro Blanquer desde a sua chegada ao ministério da Educação, acrescenta, LE FIGARO.

Revolta social, o grande medo dos patrões, titula, L'HUMANITÉ. O Patronato procura receitas para se precaver das consequências do aumento das desigualdades. Reunidos em Paris, os patrões do Medef, debateram questões sobre a luta contra as desigualdades que passa por uma regulação do capitalismo que não querem mudar.

Segundo analistas da prospectiva as desigualdades são o maior risco de violência nos anos vindouros, nota, L'HUMANITÉ.

Mudando de assunto, LE MONDE, titula, paragem na investigação nuclear em França. O projecto de reactor de neutrões rápidos, Astrid está e em vias de ser abandonado em França. Este protótipo  no qual trabalhava o comssariado de energia atómica, queria utilizar urânio empobrecido e plutónio como combustíveis.

Este reactor de quarta geração poderia assim permitir reduzir a quantidade de lixo nuclear de longa duração.

O grupo de 25 pessoas que coordenava o programa que contou com investimentos de 738 milhões de euros terminou a sua missão. Esta decisão vem ensombrar o futuro do sector já fragilizado por dificuldades dos reactores de terceira geração, nota, LE MONDE.

No internacional, LA CROIX, titula, Europa arrasta com os pés no salvamento dos migrantes. Países europeus bloqueiam o salvamento de embarcações em perigo no Mediterrâneo. Mas sobre este aspecto, o Director de operações da associação jesuítica dos refugiados, que ajuda 680 mil refugiados considera que os países europeus não têm outra escolha a não ser receber os migrantes.

O director, Régis de Saint Paulet, nota que sobre os migrantes o Papa Francisco tem um discurso da verdade que é o de os países acolherem os migrantes, acrescenta LA CROIX

Em relação à África, LE MONDE, destaca, Mali, onde crianças soldados que sobreviveram à guerra tentam ser recuperadas psicologicamente.

Em Bamaco, a capital, um centro acolhe vítimas que tinham sido recrutadas à força por grupos armados. Nas paredes desenhos dessas crianças retratam kalachnikovs, sangue, braços cortados e carros militars. Uma criança conta que viu violações e mortos e que homens armados de rosto tapado fechavam-nas numa prisão e que depois eram forçadas ao treino com armas, inclusivamente muitas raparigas, nota, LE MONDE.

Por seu lado, LIBÉRATION, dá relevo ao Sahel, onde populações perderam os seus meios de resiliência. Para a investigadora Vivekananda, a mudança climática aumentou consideravlemente a vulnerabilidade de comunidades sahelianas, forçadas a abandonar os seus locais de residência por causa dos ataques recorrentes do grupo terrorista islâmico Boko Haram.

Enfim, uma nota futebolística, com L'ÉQUIPE, a enganar-se no emblema do clube português Benfica colocando o emblema do dragões do Porto.


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