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Críticas a Trump que quer retirar tropas americanas da zona curda síria

Críticas a Trump que quer retirar tropas americanas da zona curda síria
 
Primeiras páginas dos jornais franceses 08 de outubro de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções ao anúncio do presidente, Donald Trump, da retirada de soldados americanos, da Síria.

Donald Trump, acrescenta mais  uma camada no caos Síria, titula, LE MONDE. O Presidente americano provocou torpor em Washington ao anunciar uma retirada das forças americanas de certos sectores do norte da Síria.

Após ter dado a impressão de ter entregue os seus aliados curdos à Turquia, Trump, arrepiou caminho, sob a pressão quase unânime dos eleitos. As tergiversações americanas vão deixar marcas nos curdos sírios ameaçados pelo projecto da zona de segurança de Erdogan. Postas perante o facto consumado, as autoridades francesas estão preocupadas com o destino dos jiadistas na região, acrescenta, LE MONDE.

Trump e Síria, curdos sacrificados? Mesmo se acabou por relativizar o seu anúncio, a Casa Branca, ao anunciar a retirada de tropas americanas, traiu os curdos, sem os quais, não seria possível a vitória contra Daesh. No seu editorial, intitulado, cinismo, LIBÉRATION, escreve, traição.

Não há outra palavra para qualificar a atitude de Donald Trump para com os seus aliados curdos. Não se sabe se a retirada americana da zona fronteiriça se vai concretizar. Esta perspectiva encontra uma forte oposição no seio da administração americana, acrescenta, LIBÉRATION.

Curdos, a traição de Trump, replica, L'HUMANITÉ.  Washington entrega os curdos da Síria a Erdogan. A Casa Branca deu luz verde à ofensiva planificada de longa data por Ancara contra as forças democráticas sírias.

Os prisioneiros de Daesh ficam sob alçada das autoridades turcas. Num comunicado, o partido comunista francês, apela a França a convocar de urgência o conselho de segurança da ONU para colocar os curdos sob protecção internacional, acrescenta, L'HUMANITÉ.

Síria, Iraque, Afeganistão: o grande fiasco americano, titula, LE FIGARO. Por ocasião do décimo oitavo aniversário do lançamento da guerra no Afeganistão, Donald Trump, deixa terreno livre à Turquia no norte da Síria e ao expansionismo das milícias pró-iranianas no Iraque.

Mudando de assunto, mas ainda no internacional, LA CROIX, dá destaque a Portugal, o português António Costa, uma excepção europeia. O primeiro ministro socialista saiu vencedor das legislativas de domingo mesmo se não pode governo sozinho.

Chegado ao poder em 2005 graças a uma aliança parlamentar de esquerda ele conseguiu sair ileso da onda de populismo que atinge vários países europeus. Mesmo se há que não esquecer o PAN, partido animalista que passou de 1 para 4 deputados e a entrada na Assembleia da República de um representante do partido populista, xenófobo e homofóbico, Chega, nota LA CROIX.

Mas o título principal deste jornal vai para agricultores à reconquista dos franceses. Confrontado com críticas e acções violentas, o mundo agrícola quer reatar contacto directo col os cidadãos. Perante ao denegrimento sistemático de que é vítima, como considera, o mundo agrícola está dividido entre desespero, revolta e vontade de reatar os laços com os cidadãos.

Assaltos a suas terras de cultivo, incêndios voluntários, agressões físicas, todo um ambiente de acções ilegais muitas vezes violentas que preocupa a profissão, nota, LA CROIX. 

Em relação à África, LA CROIX, refere-se às eleições legislativas de domingo na Tunísia que se saldou por uma forte abstenção, um parlamento totalmente fraccionado e uma provável mas fraca vitória dos fundamentalistas islâmicos.

Enfim, nos Camarões, Paul Biya liberta os seus opositores. O Tribunal militar de Yaoundé ordenou no sábado a soltura de 102 opositores, nomeadamente, de Maurice Kamto, presidente do Moviumento para o renascimento dos Camarões, nota, LA CROIX.


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