Ouvir Carregar Podcast
  • 16h00 - 16h10 TMG
    Noticiário 06/09 16h00 GMT
  • 16h00 - 16h06 TMG
    Noticiário 01/09 16h00 GMT
  • 16h06 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 01/09 16h06 GMT
  • 16h10 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 06/09 16h10 GMT
  • 17h00 - 17h10 TMG
    Noticiário 06/09 17h00 GMT
  • 17h00 - 17h06 TMG
    Noticiário 01/09 17h00 GMT
  • 17h06 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 01/09 17h06 GMT
  • 17h10 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 06/09 17h10 GMT
  • 18h00 - 18h10 TMG
    Noticiário 06/09 18h00 GMT
  • 18h00 - 18h06 TMG
    Noticiário 01/09 18h00 GMT
  • 18h06 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 01/09 18h06 GMT
  • 18h10 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 06/09 18h10 GMT
  • 19h00 - 19h10 TMG
    Noticiário 06/09 19h00 GMT
  • 19h00 - 19h06 TMG
    Noticiário 01/09 19h00 GMT
  • 19h06 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 01/09 19h06 GMT
  • 19h10 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 06/09 19h10 GMT
Para aproveitar em pleno os conteúdos mutimedia, deve ter o plugin Flash instalado no seu navegador. Para estabelecer a ligação deve activar os cookies nos parâmetros do seu navegador. Para poder navegar de forma ideal o site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e + etc.
Artigo

Le Monde analisa por que vendas do Rafale não decolam

media Avions de combat Rafale à bord du porte-avions Charles-de-Gaulle en mars 2011. Reuters/ECPAD/Marine nationale/Cyril Davesne/Handout

A Suíça anunciou ontem a compra dos aviões de caça Gripen da sueca Saab em detrimento dos Rafale franceses. Para o jornal Le Monde, esse novo fracasso é a prova de que a estratégia comercial da aeronáutica militar francesa vive de “miragens”.

Em editorial na capa da edição do Le Monde desta quinta-feira, o jornal francês faz uma constatação dramática: o caça francês Rafale, assim como o Concorde na aviação civil, “é um avião que nunca foi exportado”. O texto culpa o governo francês e a fabricante Dassault por não conseguirem concorrer no mercado internacional com os modelos similares F-18 (da americana Boeing), Gripen (da sueca Saab) e o Eurofighter (produzido por um consórcio da Itália, Alemanha e Espanha).

Desde o lançamento do programa Rafale, nos anos 80, a Dassault só enfrentou dissabores nas exportações. A lista de clientes que desistiram da compra do modelo francês é extensa: Holanda, Coreia do Sul, Cingapura, Marrocos, Emirados Árabes Unidos e até  Líbia sob o regime de Muammar Kadafi.  E, para o jornal, a maior decepção foi o Brasil.

Em entrevista ao Le Monde há dois anos, o presidente da Dassault, Charles Edelstenne, afirmou que o Rafale poderia, enfim, se livrar do rótulo de avião que “nunca havia sido exportado”, já que dava como quase certa a venda de 36 exemplares para o Brasil. A promessa de compra brasileira, porém, dissipou-se “como uma miragem”, diz o editorial. Agora, a fabricante aposta todas as fichas em uma “vaga” esperança na Índia que pretende comprar 126 caças para suas forças armadas. Essa pode ser uma das últimas chances para salvar a reputação da aeronave.

Em um texto nas páginas econômicas, o jornal continua a analisar o caso e avalia que o Rafale é “caro demais”. Para justificar a escolha do governo suíço, por exemplo, indica que “os argumentos financeiros foram determinantes “.

Por enquanto, a Dassault terá que se consolar com o mercado interno. As Forças Armadas da França vão comprar 180 Rafale até 2021, podendo chegar a adquirir 286 aeronaves. A encomenda terá um custo de 40 bilhões de euros. Para o jornal, em tempos de austeridade, é questionável que o governo francês financie, sem discutir o preço, uma empresa privada.

 

Sobre o mesmo assunto
 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.