Já abatido? pergunta o Libé em sua capa, referindo-se ao conteúdo de uma conversa de 3 horas de Sarkozy com os jornalistas políticos que o acompanhavam na viagem à Guiana Francesa. O jornal relata o silêncio que tomou conta do grupo quando Sarkozy admitiu que pela primeira vez na vida questionava se não seria a hora de colocar um fim na sua carreira política. Politólogos ouvidos pelo jornal não viram uma estratégia de comunicação de Sarkozy e sim, mais uma evidência de que ele é um político que fala o que pensa no momento. Outros consideram que ele se deu conta de que o país está cansado de seu governo e de suas promessas.
Para o Le Parisien, Sarkozy se refere a uma derrota no momento em que as péssimas notícias econômicas se acumulam, o desemprego cresce e as sondagens apontam que ele perderá a disputa pela presidência para o socialista François Hollande. O chefe de estado trabalha seriamente com a possibilidade de uma derrota apesar de dizer que lutará até o fim e sem renunciar à batalha para um segundo mandato que ele prevê bem diferente do primeiro.
Le Figaro dedica sua manchete aos ataques de Sarkozy contra seu rival socialista e afirma que o presidente francês está mais determinado que nunca para manter o posto e por isso passou a uma contra-ofensiva. Sem mencionar a famosa conversa informal do presidente quando considerou a hipótese de se afastar da política, o Le Figaro destaca que Sarkozy vai denunciar a inconsistência das propostas defendidas por Hollande no domingo à noite quando participará de uma entrevista coletiva com jornalistas na tevê.
Citando uma fonte próxima do presidente, o diário econômico Les Echos escreve que os ataques de Sarkozy contra o adversário socialista vão dobrar de intensidade nos próximos dias.