Na quarta-feira, Breivik, de 33 anos, afirmou que estava sendo ridicularizado pelo júri e desejava que seu caso fosse tratado sem meios termos. Ele chegou a pedir a absolvição ou a pena de morte. Este último não é possível, segundo as leis norueguesas.
Uma das principais expectativas do caso é sobre a sanidade mental de Breivik. Os dois especialistas que analisaram o autor do massacre chegaram a conclusões contraditórias. Se considerado como louco, Breivik será internado em uma clínica psiquiátrica. Mas, se culpado, ele pode pegar 21 anos de prisão pela morte das 77 pessoas.
Desde o primeiro dia de julgamento, Breivik se diz inocente e afirma ter agido em legítima defesa contra o que chamou de “multiculturalismo”. Ele é julgado pelos assassinatos que cometeu no ano passado, em 22 de julho. Além de ter explodido uma bomba em frente a uma das sedes do governo norueguês, matando oito pessoas, o rapaz matou a sangue frio outras 69, presentes em um acampamento de verão do partido social-democrata, na ilha de Utoya. Na ocasião, o autor do massacre vestia um uniforme policial.
Breivik afirma ser membro de uma rede de militantes nacionalistas, a qual nomeia de "Cavaleiros Templários". Ele garantiu aos investigadores que, apesar de trabalhar sozinho, existem outras 80 "células" na Europa que compartilham sua ideologia. A polícia norueguesa não confirma a existência desse grupo de militantes.
O processo de julgamento deve se estender por mais nove semanas. A sentença está prevista para julho.