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Artigo

Brasileiro acordou para as injustiças, segundo professor da Paris School of Economics

media Manifestação na Esplanada dos Ministérios em Brasília, 26 de junho de 2013 REUTERS/Fabio Rodrigues-Pozzebom

Os protestos no Brasil continuam recebendo a atenção da imprensa francesa nesta quinta-feira, 27 de junho. Artigos de especialistas e reportagens revelam as razões da indignação dos brasileiros.

No diário econômico Les Echos, François Bourguignon, professor da Paris School of Economics, destaca dois aspectos que se tornaram insuportáveis para os brasileiros: a impunidade dos corruptos, que é sentida pela opinião pública como uma provocação, e a persistência de um grau absurdo de desigualdade, apesar das melhorias econômicas dos últimos anos. Segundo Bourguignon, o paradoxo dos protestos no Brasil é que eles acontecem após uma melhora contínua e sustentável do nível de qualidade de vida, acompanhada de uma queda sensível das desigualdades, e isso graças aos programas sociais adotados pelo governo. Assim, apesar dos progressos recentes, são as graves injustiças que continuam afetando os brasileiros, diz o professor.

Les Echos ainda informa que, fato inédito desde a promulgação da Constituição de 1988, o Supremo Tribunal Federal ordenou a reclusão imediata de um deputado, no caso o parlamentar Natan Donadon, do PMDB de Rondônia, que havia sido condenado em 2010 a 13 anos de prisão pelo desvio de R$ 8,5 milhões da Assembleia Legislativa do estado, mas continuava em liberdade. Os recursos judiciais esgotaram; lugar de deputado ladrão é na cadeia, diz a mídia brasileira.

O diário comunista L'Humanité conta que cinco grandes centrais sindicais convocaram uma greve geral para o dia 11 de julho. Vagner Freitas, presidente da CUT, explica ao L'Humanité o interesse da entidade em buscar a união sindical com o objetivo de construir uma agenda social e impulsionar as reivindicações expressas pelo povo nas ruas e pelos trabalhadores. As principais demandas são por melhorias na saúde, educação e, na pauta sindical, redução da jornada de trabalho.

O L'Humanité ainda relata que os brasileiros já conseguiram uma importante vitória na terça-feira, com a rejeição da PEC 37 no Congresso. Quanto à convocação de uma Constituinte para fazer a reforma política, conforme a proposta feita pela presidente Dilma Rousseff, não há consenso, havendo preferência pela realização de referendos, escreve o L'Humanité.

O diário conservador Le Figaro informa em sua edição de hoje que a revolta chegou às periferias. Le Figaro relata uma passeata organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto em Capão Redondo, subúrbio altamente inflamável na região metropolitana de São Paulo, segundo o Le Figaro. Os problemas na área têm semelhanças com os bairros pobres da periferia de Paris, afirma a reportagem, acrescentando que só as casas de tijolo ao longo de um riacho, que virou esgoto a céu aberto, lembram que se trata de uma favela do Brasil.

O Le Figaro diz que as reivindicações do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto estão à esquerda da esquerda da presidente Dilma Rousseff. Uma militante explica ao jornal francês que apesar das promessas das autoridades, a população local continua sendo ignorada. Mas há esperança porque pela primeira vez, após vários anos de luta, o governador de São Paulo decidiu receber representantes do movimento, beneficiados pela amplitude nacional dos protestos.

 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.