Hugo Bachega, do Cairo, para a Rádio França Internacional
O estado de emergência dava às autoridades o poder de prender cidadãos e de realizar buscas sem mandados. Centenas de integrantes da Irmandade Muçulmana foram detidos nos últimos meses, inclusive os principais líderes do grupo.
O estado de emergência e o toque de recolher foram anunciados pelo governo interino após a ação das forças de segurança contra manifestantes partidários de Morsi que deixou centenas de mortos em agosto.
O governo do Egito analisa agora um projeto de lei que tornará mais rígidas as regras para manifestações. A proposta exige que organizadores notifiquem a polícia com antecedência qualquer protesto que reúna mais de 10 pessoas. Grupos de direitos humanos alegam que o projeto servirá para proibir qualquer manifestação pública.
Egípcios devem retornar às urnas nos próximos meses para referendar a Constituição do país, que está sendo revisada por um comitê nomeado pelo governo interino.
No ano que vem, o novo parlamento e presidente deverão ser eleitos e a expectativa é que o novo governo seja empossado até o final do primeiro semestre de 2014.