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Artigo

Peritos franceses afirmam que Yasser Arafat não foi envenenado

media Quase dez anos depois, morte do ex-líder palestino Yasser Arafat ainda é um mistério. REUTERS/Ammar Awad

Peritos da justiça francesa descartaram nessa terça-feira, 3 de dezembro, a hipótese de envenenamento de Yasser Arafat. Contrariando a tese defendida pela viúva do ex-líder palestino, os especialistas privilegiam a teoria da morte natural. Os resultados serão comparados com análises realizadas por pesquisadores suiços. 

Após a divulgação em outubro passado de informações que trouxeram novamente à tona a tese de um possível envenenamento de Yasser Arafat, um novo relatório relançou a polêmica nessa terça-feira. Segundo estudos feitos por peritos escolhidos pela justiça francesa, o ex-líder palestino teria sido vítima de morte natural. “A partir das análises efetuadas e dos elementos que constituem o processo, os peritos concluem a ausência de um envenenamento por polônio-210 no senhor Arafat”, informou a promotoria de Paris por meio de um comunicado.

No mês de outubro o relatório de um laboratório suíço havia revelado que a quantidade do produto (uma substância química altamente tóxica) encontrada nos restos de Arafat era 18 vezes mais alta que o normal. A informação reforçava a tese defendida por Souha Arafat, a viúva do ex-líder palestino, que acredita que seu marido, morto em 2004 na França, teria sido envenenado.

Ambas equipes confirmam que os restos de Arafat registram resquícios de polônio acima da média. No entanto, os franceses afirmam que a presença no túmulo do ex-líder palestino de radônio, um gás radioativo natural, poderia explicar esses índices elevados.

O advogado de Souha Arafat, Pierre-Olivier Sur, já avisou que vai pedir que os resultados das duas perícias sejam comparados. “Os peritos tem que nos dar uma conclusão homogênea”, disse ele.
 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.