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Artigo

Onda de calor resulta em cortes de energia e protestos na Argentina

media A Argentina enfrenta a maior onda de calor desde 1970. REUTERS/Marcos Brindicci

Há duas semanas, a Argentina enfrenta a pior onda de calor dos últimos 40 anos, com temperaturas entre 30 e 40 graus. O consumo recorde de energia elétrica vem deixando diversos bairros da capital Buenos Aires às escuras, muitos deles há mais de uma semana. A situação resultou na revolta dos argentinos que enfrentaram o sol e o calor para realizar um panelaço na segunda-feira.

Revoltados com os cortes de energia elétrica, na segunda-feira, manifestantes e queimaram pneus e bloquearam as ruas de alguns bairros de Buenos Aires para impedir a passagem de veículos.

Os argentinos responsabilizam o governo pelo gerenciamento atrapalhado da distribuição de energia elétrica. A Casa Rosada, no entanto, acusa os fornecedores pelos problemas, e aponta que apenas 1% a 3% das casas foram privadas de eletricidade. A oposição contesta esta estimação, dizendo que a percentagem é muito mais alta.

No último sábado, o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, decretou estado de urgência energética. Ele propôs ao governo de centro-esquerda de modificar o fuso horário para economizar a energia. Proposta que o ministro argentino do Planejamento, Julio De Vido, alega que traria “mais problemas que benefícios”.

O governo acusa as companhias distribuidoras privadas, a Edenor e a Edesur, que alimentam 13 milhões de habitantes da aglomeração de Buenos Aires. Já a oposição critica a política tarifária do Estado que aumentou 140% em dez anos. No mesmo período, a produção e a distribuição enfrentam altas de 1.000% já que a demanda teve acréscimo de 65%.

 

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