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Artigo

Em referendo, 95,5% votam a favor da anexação da Crimeia à Rússia

media Milhares de ucranianos pró-russos celebram na capital Simferopol a vitória da anexação da Crimeia à Rússia, em 16 de março de 2014. Reuters/Thomas Peter

Sim à anexação da Crimeia à Rússia. Este foi o resultado, pela maioria esmagadora de 95,5%, segundo as primeiras estimativas oficiais, do referendo realizado neste domingo (16) sobre a anexação da península à Rússia. Milhares de ucranianos pró-russos celebraram o resultado, entoando o hino russo nas ruas da capital Simferopol.

 

Milhares de pessoas invadiram a praça Lênin, na capital Simferopol, para celebrar o resultado do referendo. Com uma maioria de 60% de ucranianos de origem russa, a Crimeia votou em peso pela anexação da península.No grande palco instalado na praça, sucederam-se shows folclóricos e aos gritos de "Rússia! Rússia!", famílias inteiras celebraram a "volta às raízes".

O primeiro-ministro da Crimeia, o pró-russo Sergei Axionov, classificou o resultado de "vitória histórica" e anunciou que vai pedir a anexação da Crimeia à Rússia nesta segunda-feira. "Vamos voltar para casa", declarou o premiê.

Putin e Obama: estabilizar a crise

O referendo é considerado ilegal pela comunidade internacional. 

O presidente russo, Vladimir Putin, conversou pelo telefone com o presidente norte-americano, Barack Obama, e voltou a bater na mesma tecla, afirmando que o referendo na Crimeia é "totalmente conforme os princípios do direito internacional e da Carta da ONU, e levou em consideração o precedente do Kosovo. A província sérvia de maioria albanesa tornou-se independente com o apoio dos ocidentais", lembrou Putin a Obama. Os Estados Unidos não reconhecem o resultado do referendo.

Único sinal positivo na crise, Putin e Obama estão de acordo que "apesar das diferenças, é preciso se unir para buscar os meios de estabilizar a situação na Ucrânia".  A iniciativa do telefonema partiu do presidente americano.

Putin propôs a Obama que uma missão da OSCE - Organização pela Segurança e Cooperação na Europa - seja enviada à Ucrânia.

União Europeia e sanções

O bloco europeu, alinhando-se à posição norte-americana, também condenou o referendo.

"Ilegal e ilegítimo, classificaram os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Nesta segunda-feira, os 28 ministros das Relações Exteriores do bloco europeu se reúnem para estudar sanções contra a Rússia sem, no entanto, atingir os dirigentes do escalão mais alto.

O chanceler francês Laurent Fabius declarou que o referendo é ilegal e fez um apelo à Russia para que tome medidas para evitar uma "escalada perigosa".

Trégua militar

Apesar dos 12.50O soldados russos na Crimeia, Russia e Ucrânia fizeram um acordo para uma trégua na região até 21 de março.

Na área miiltar, as novas autoridades ucranianas lançaram um apelo em favor da criação de uma guarda nacional de 20 mil homens.
 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.