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Casal australiano que abandonou Gammy diz ter sido mal informado

media Casal australiano nega ter abandonado Gammy (foto), que nasceu com Síndrome de Down e problemas cardíacos e pulmonares. REUTERS/Damir Sagolj

O casal australiano acusado de ter abandonado o bebê com Síndrome de Down, gerado por uma mãe de aluguel tailandesa, se defendeu nesta terça-feira (5) por meio de um comunicado. Em um texto divulgado em um jornal australiano, os pais biológicos de Gammy dizem que terem sido "mal informados" pela mãe de aluguel.

A história que emocionou a Austrália ganhou um novo capítulo hoje. Os pais biológicos do bebê Gammy, nascido da mãe de aluguel tailandesa Pattarmon Chabua, de 21 anos, afirmam que foram informados apenas sobre os problemas cardíacos da criança e não de sua Síndrome de Down. Eles dizem ter recebido a informação de que o bebê doente viveria apenas alguns dias, e ficaram apenas com a criança saudável, a gêmea de Gammy.

No entanto, Pattarmon insiste que nunca mentiu sobre o estado de saúde de Gammy e que o casal australiano a pressionou para que ela abortasse quando eles souberam que uma das crianças era portadora da Síndrome de Down. O aborto é proibido na Tailândia e a mãe de aluguel, budista, diz que sua religião não a permitiria de interromper a gravidez.

O comunicado publicado por uma amiga dos pais biológicos de Gammy no jornal de Bunbury, no sul da Austrália, diz: “Gammy estava muito doente quando nasceu. Pensamos que ele não sobreviveria, que ele viveria, no máximo, um dia. Os médicos disseram que ele estava muito mal, não devido à Síndrome de Down, mas devido a problemas cardíacos e pulmonares”.

Acordo não foi cumprido

O parto de Gammy e sua irmã gêmea estava previsto para ser realizado no hospital internacional da Tailândia, mas Pattarmon decidiu parir as crianças em outra instituição – violando o acordo com os australianos, de acordo com o jornal.

Com o rompimento do contrato, o casal não teria mais direito sobre nenhum dos bebês. Mas a mãe de aluguel que tem outras duas crianças, decidiu entregar a gêmea saudável ao casal, segundo o diário australiano.

“Os pais biológicos ficaram devastados de não poder levar Gammy com eles. Mas não queriam correr o risco de perder também a garota”, diz o comunicado escrito pela amiga dos australianos. “Foi traumatizante para eles, que estão à beira de um ataque de nervos”, completa.

Desde ontem, a imprensa australiana também tem divulgado informações de que o pai biológico do bebê já teria sido condenado por agressões sexuais em menores.

“Nunca menti”

“Não há outra versão. Eu nunca menti”, diz Pattarmon. A jovem tailandesa explicou ter recebido uma quantia em dinheiro equivalente a mais de R$ 30 mil para ser a mãe de aluguel dos bebês. O contrato teria sido feito através de uma agência que serviu de intermediária entre Pattarmon e o casal australiano.

Ela relata que depois que os resultados de testes apontaram que uma das crianças era portadora da Síndrome de Down, a agência a informou que os pais biológicos queriam que ela abortasse. No entanto, a jovem se recusou a fazê-lo porque o aborto é legal na Tailândia apenas em caso de estupro ou se o bebê representa risco de morte para a mãe. A religião budista, seguida pela maioria da população do país, também é contra interromper a gravidez.

“Nunca pensei em abortar e nem em abandonar este bebê. Eu o amo como se fosse meu”, diz Pattarmon, relatando que recebeu uma ajuda equivalente a cerca de R$ 450 mil do mundo inteiro. A quantia foi arrecadada através de uma coleta de fundos na internet para os cuidados e a educação de Gammy.

Muitos casais estrangeiros, especialmente australianos, viajam à Tailândia para recorrer a clínicas de fecundação in vitro e ao trabalho de mães de aluguel. A prática não é autorizada na Austrália, caso o acordo envolva pagamento.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.