Pela primeira vez depois do início dos ataques aéreos dos Estados Unidos, os combatentes curdos conseguiram vencer batalhas importantes contra os jihadistas do Estado Islâmico. Segundo o porta-voz das forças curdas, Halgord Hekmat, as cidades de Makhmur e Gwer foram liberadas. “O apoio aéreo dos Estados Unidos ajudou”, disse.
Neste domingo (10), os EUA lançaram novos bombardeios aéreos perto de Erbil, a capital do Curdistão iraquiano. Os ataques foram feitos por drones (aviões não-tripulados) e por aviões de caça.
Paralelamente à ofensiva militar, os Estados Unidos, em conjunto com o Reino Unido, também distribuem, por via aérea, kits com alimentos e água para os refugiados que estão nas montanhas do norte do Iraque com medo de novos ataques do Estado Islâmico.
França descarta intervenção militar
Hoje, o chanceler Laurent Fabius chegou ao Iraque prometendo ajuda humanitária. Fabius descartou, porém, uma intervenção militar francesa. “Cabe aos iraquianos travar esse combate”, declarou o ministro das Relações Exteriores. "Nosso apoio é humanitário. No momento, nenhum tipo de intervenção militar está prevista”, concluiu.
Os jihadistas do Estado Islâmico avançam desde o final de junho em direção ao Curdistão iraquiano. Há uma semana, o grupo radical conseguiu controlar a cidade de Sinjar, bastião da minoria não-muçulmana Yazidi.
Segundo a ONU, 200 mil civis tiveram que abandonar suas casas. Muitos se refugiaram nas montanhas da região onde passam fome e sede. As minorias cristãs da região também são massacradas. Centenas já foram mortos pelos jihadistas que planejam instaurar um califado do norte do Iraque até a Síria.