Ouvir Carregar Podcast
  • 16h00 - 16h06 TMG
    Noticiário 13/08 16h00 GMT
  • 16h00 - 16h10 TMG
    Noticiário 17/08 16h00 GMT
  • 16h06 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 13/08 16h06 GMT
  • 16h10 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 17/08 16h10 GMT
  • 17h00 - 17h06 TMG
    Noticiário 13/08 17h00 GMT
  • 17h00 - 17h10 TMG
    Noticiário 17/08 17h00 GMT
  • 17h06 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 13/08 17h06 GMT
  • 17h10 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 17/08 17h10 GMT
  • 18h00 - 18h06 TMG
    Noticiário 13/08 18h00 GMT
  • 18h00 - 18h10 TMG
    Noticiário 17/08 18h00 GMT
  • 18h06 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 13/08 18h06 GMT
  • 18h10 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 17/08 18h10 GMT
  • 19h00 - 19h06 TMG
    Noticiário 13/08 19h00 GMT
  • 19h00 - 19h10 TMG
    Noticiário 17/08 19h00 GMT
  • 19h06 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 13/08 19h06 GMT
  • 19h10 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 17/08 19h10 GMT
Para aproveitar em pleno os conteúdos mutimedia, deve ter o plugin Flash instalado no seu navegador. Para estabelecer a ligação deve activar os cookies nos parâmetros do seu navegador. Para poder navegar de forma ideal o site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e + etc.

Líderes sul-americanos respiram aliviados com vitória de Dilma

Por
Líderes sul-americanos respiram aliviados com vitória de Dilma
 
Eleitor uma zona eleitoral em La Paz, Bolívia. REUTERS/David Mercado

Os aliados do governo brasileiro pela América do Sul festejam a reeleição da presidente Dilma Rousseff como se fosse uma vitória própria. Em sintonia ideológica com Dilma Rousseff, os governos de Argentina, Uruguai e Venezuela em maior medida, mas também os de Bolívia, Equador e Chile temiam que as eleições brasileiras marcassem o retorno da direita à região e que essa mudança de signo político tivesse consequência nas respectivas eleições desses países, numa flexibilização do Mercosul e na aproximação do Brasil de países desenvolvidos em detrimento dos vizinhos sul-americanos.

 

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

A vizinhança respira aliviada. A reeleição de Dilma Rousseff permite prever que nada ou quase vá mudar no panorama político regional. Se a vitória de Aécio Neves representava a primeira peça de um dominó que se inclinaria à direita, a continuidade da presidente Dilma é como um tubo de oxigênio para a esquerda na América do Sul.

O presidente uruguaio, José Mujica, aliado de Dilma Rousseff, passou o domingo, também de eleições no Uruguai, de olho no resultado eleitoral brasileiro e esperando pelo resultado para telefonar a Dilma Rousseff, como ele mesmo contou. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nem esperou o final da apuração dos votos no Brasil. Através das redes sociais, deu os parabéns à Dilma pela vitória que Maduro definiu como "a vitória do povo brasileiro e da América Latina".

De um modo geral, os presidentes de esquerda da vizinhança aludiram a essa "vitória da integração latino-americana" como um contraponto ao que eles entenderam que significaria uma vitória de Aécio Neves.A mais empolgada foi a presidente argentina, Cristina Kirchner, que escreveu uma carta aberta à Dilma Rousseff oferecendo apoio incondicional, dizendo que a vitória foi mais um passo para a consolidação latino-americana.

Manifestações fogem do protocolo tradicional

As manifestações de apoio dos governos da região são proporcionais ao tamanho da preocupação desses governos com uma derrota de Dilma Rousseff. A Venezuela perderia um forte e influente aliado que exerce um papel crucial na estabilidade interna do país, além de um papel de contenção internacional.

A Argentina perderia a "complacência" do seu principal parceiro comercial e político. Além disso, sem Dilma Rousseff, o Brasil pressionaria contra o protecionismo argentino e por uma flexibilização do Mercosul para assinar acordos de livre comércio com países e blocos com os quais o atual governo argentino não tem interesse de assinar nada.

A Diplomacia brasileira também mudaria o rumo que, nos últimos 12 anos, priorizou a relação bilateral com a Argentina como eixo da integração regional. O temor uruguaio era imediato: o presidente José Mujica temia que o retorno da direita à região já tivesse influência no segundo turno das eleições uruguaias, no próximo dia 30 de novembro.

No Uruguai, Mujica temia vitória da oposição influenciada pelas eleições brasileiras

Mujica temia que o Uruguai se tornasse o primeiro espelho das eleições brasileiras com uma vitória da oposição. O presidente uruguaio chegou a dizer que o resultado eleitoral no Brasil tinha tanta ou mais importância do que o resultado eleitoral no Uruguai. A apuração dos votos no Uruguai vem lenta. Não se sabe ainda quem terá maioria parlamentar, um ponto considerado crucial.

Foi confirmado o cenário previsto pelas pesquisas de intenção de voto: haverá segundo turno. O candidato do oficialismo e aliado de Dilma Rousseff, o ex-presidente Tabaré Vázquez, está na frente com cerca de 45% dos votos. Já o candidato da oposição pelo Partido Nacional, Luis Lacalle Pou, está com cerca de 32% dos votos. Os vão disputar o segundo turno, e Pedro Bordaberry, do Partido Colorado, já declarou que vai fazer de tudo para que Lacalle Pou ganhe o segundo turno. Com a vitória de Dilma Rousseff, se as eleições no Brasil tiverem influência nas uruguaias, o ex-presidente Tabaré Vázquez acaba de ganhar um bom cabo eleitoral para voltar à Presidência.


Sobre o mesmo assunto

  • Brasil/eleições 2014

    Após vitória, Dilma diz que Brasil não está "dividido" e promete diálogo

    Saber mais

  • Brasil/eleições 2014

    Com vitória apertada, Dilma é reeleita para presidência do Brasil

    Saber mais

  • Uruguai/Eleições presidenciais

    Pesquisas indicam segundo turno para presidente no Uruguai

    Saber mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
As emissões
 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.