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Evacuação de São Paulo não é uma hipótese impossível

Evacuação de São Paulo não é uma hipótese impossível
 
O secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, disse que o Sistema Cantareira pode se recuperar em um ano caso volte a chover dentro da média histórica nos reservatórios, a partir de novembro de 2014. Luiz Augusto Daidone/ Prefeitura de Vargem

Recentes rumores vindos da diretoria da Sabesp em São Paulo, desmentidos posteriormente, não descartavam a possibilidade de os moradores da cidade serem obrigados a ir para outros lugares devido à falta de água. Mesmo se a situação é gravíssima, uma evacuação em massa ainda não está na ordem do dia. Mas será que esta medida dramática e radical pode ser definitivamente descartada no futuro?

Na opinião do filósofo Roberto Malvezzi, da equipe de preservação do rio São Francisco, a resposta pode ser "não" se as autoridades continuarem a contar somente com as chuvas para resolver a crise, sem criar um Plano B.

Implicado há décadas na questão hídrica e ambiental, Malvezzi pensa que a campanha eleitoral em São Paulo travou um debate mais aprofundado sobre a crise hídrica:

Roberto Malvezzi, da equipe do rio São Francisco, critica a gestão pública da crise da água em São Paulo. (Foto:DR)

"Em primeiro lugar, temos uma realidade científica. O Brasil passou por vários processos de destruição do seu cerrado, muitos cientistas pensam, inclusive, que o cerrado está extinto. Com isso, começamos a ter problemas das chuvas que caem na região escoarem rapidamente pelas superfícies. Estamos com o enfraquecimento de vários aquíferos*. E uma das regiões que está sofrendo com isso é a região do Cantareira. Não é uma questão momentânea, é mais profunda e para muita gente não tem mais retorno", observa Malvezzi.

Outro ponto relevante que preocupa o entrevistado é a média per capita de água em São Paulo, pouco mais de 260m³ por ano, sendo que o padrão da ONU é 1000m³por pessoa. "Isso mostra que cada vez que houver crise - e tudo indica que no futuro elas serão mais constantes e severas - e que se esta estiagem se prolongar até fevereiro ou março, teremos uma catástrofe social em São Paulo", prevê Malvezzi, lembrando que não existe um Plano B do governo, que continua apostando na vinda de chuvas como solução maior.

Mesmo se geólogos estão reunidos para analisar a possibilidade de se recorrer às águas dos poços, o especialista teme que esse tipo de medida, "a toque de caixa", não baste para resolver os problemas de São Paulo, pelo menos neste momento emergencial.

Reaprender a viver com pouca água

Roberto Malvezzi acredita que se nada fôr resolvido nos próximos meses, a possibilidade de uma saída em massa da população paulistana não é uma fantasia. "Vai depender de ter água", ele diz, citando um exemplo que considera sintomático: "Os jornais estão dizendo que algumas empresas que precisam de muita água já estão deixando São Paulo, por falta de garantia hídrica".

O entrevistado acredita que São Paulo já está no fio da navalha com esta pouca disponibilidade per capita. "E quando falamos nisso, não falamos apenas do uso doméstico, estamos falando também do uso industrial, dos serviços, da área da educação, saúde, comércio, estamos incluindo todos os usos, então, o problema está posto: as autoridades estão contando com as chuvas".

O especialista lembra que o Nordeste, diante da falta de água, contou com as chuvas por quase um século e depois de perceber que isto era inviável, partiu para a prevenção. "Hoje a região está saindo de uma estiagem de quase três anos, sofrida, mas ao mesmo tempo não precisa mais de migração pois foi criada uma infraestrutura, uma estrutura e uma cultura de você conviver com pouca água e depois manejá-la" , explica Malvezzi, lembrando que São Paulo não tem essa cultura, essa tradição, que está enfrentando isso pela primeira vez e está se perdendo.

* Nota da redação: Aquífero é uma formação geológica subterrânea com capacidade de armazenar água e com permeabilidade para permitir que a água armazenada se movimente.

 

 

 

 

 


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