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Obama é criticado por organizar debate conciliador com o islamismo

 Obama é criticado por organizar debate conciliador com o islamismo
 
Barack Obama durante a Cúpula Contra Extremismo Violento. REUTERS/Joshua Roberts

Líderes de mais de 60 nações, além de representantes de organizações não governamentais e do setor privado, se encontraram em Washington durante esta semana para participar da Cúpula Contra Extremismo Violento. Apesar da vaga conotação do nome do evento promovido pela Casa Branca, seu principal objetivo foi mostrar uma aliança entre a comunidade ocidental e os muçulmanos do mundo todo na luta contra o terrorismo.

Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington.

A Casa Branca já vinha alertando a imprensa sobre a cúpula há alguns meses, embora sem dar detalhe algum até, praticamente, o evento estar prestes a acontecer. A cúpula, provavelmente, não foi uma iniciativa resultante das recentes demonstrações extremamente violentas e cruéis do grupo Estado Islâmico especificamente, mas mais de uma preocupação constante e crescente com terrorismo.

Apesar de a Casa Branca se recusar a usar o termo “terrorismo islâmico” e dizer que não há um perfil definido de quem pode se tornar radical e violento – eles destacam as FARC, na Colômbia, para lembrar que o terrorismo não é um fenômeno exclusivamente ligado à religião muçulmana –, o foco da cúpula foi como combater a propaganda de grupos terroristas que têm como alvo recrutar jovens muçulmanos.

O presidente americano salientou diversas vezes que o Ocidente não está em guerra contra o islã e que, ao contrário disso, a solução para erradicar o extremismo violento vem da maior aceitação e inclusão de jovens muçulmanos nas sociedades ocidentais. Obama disse que é importante deixar claro que os valores ocidentais não são incompatíveis com os seguidores de Maomé.

“A ideia de que o Ocidente está em guerra com o islã é uma mentira feia. E todos nós, independentemente da fé, temos a responsabilidade de repudiá-la”, disse o presidente americano.

Contraponto à propaganda terrorista

A principal proposta da Casa Branca é contar com a forte colaboração de líderes religiosos, especialmente islâmicos, organizações não governamentais e membros da sociedade civil em geral para confrontar grupos terroristas que justificam suas ações como sendo respaldadas pelo Corão, além de acabar com a propagação da ideia de que todos os problemas do Oriente Médio são causados pelo Ocidente.

Isso seria conseguido por meio de campanhas em redes sociais com mensagens positivas sobre o islã, como uma religião que promove a paz, além de iniciativas locais para oferecer mais oportunidades de ensino e trabalho para jovens muçulmanos, fortalecer o relacionamento e fomentar a confiança entre muçulmanos e policiais.

Segundo o departamento de Estado americano, só o grupo Estado Islâmico publica cerca de 90 mil mensagens pelo Twitter diariamente e é preciso um esforço em massa para combater a propaganda terrorista pela internet.

Democratas politicamente corretos

Talvez por causa da baixa popularidade de Obama, excetuando membros de sua administração, poucos apoiaram abertamente a cúpula. A maior figura atual do partido Democrata e provável candidata à presidência em 2016, Hillary Clinton, não se manifestou sobre o evento, apesar de ter sido secretária de Estado de Obama e ter bastante conhecimento sobre o assunto.

Enquanto a maioria viu a cúpula como uma mera campanha de relações públicas da Casa Branca, as críticas mais pesadas vieram de membros do partido Republicano que, por princípio, repudiaram até o nome do evento. Para eles, o termo “extremismo violento” reflete o compromisso inabalável dos liberais com uma ideologia politicamente correta, mesmo que seja contra os melhores interesses da nação. Os republicanos insistem que não é possível derrotar o inimigo sem identificar o inimigo que, nesse caso, seria o islamismo radical.

“A ideia de que o islamismo radical não está em guerra com o Ocidente é uma mentira feia”, afirmou John McCain, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado.

Por outro lado, a cúpula também sofreu críticas de ativistas de comunidades muçulmanas. Alguns temem que as propostas da Casa Branca sejam maneiras disfarçadas de controlar e espionar muçulmanos, os tratando como suspeitos.

Poucos muçulmanos nos EUA

Outros grupos que lutam pela reforma da religião muçulmana, acham que a mensagem possivelmente bem intencionada de Obama, na verdade, não ajuda os muçulmanos ao longo prazo. Segundo esses ativistas, grupos como Estado Islâmico e Al Qaeda promovem uma ideologia que tem, de fato, base no Corão, apesar de o presidente americano afirmar que o Islã é uma religião que somente promove a paz.

“Quem diz que só existe um islã verdadeiro, que é a versão que o presidente Obama apoia, não conhece o mundo nem a realidade de que ideologias têm interpretações diferentes”, disse à RFI Brasil Faisal Saeed AlMutar, iraquiano fundador do Movimento Humanista Secular Global.

E convencer os americanos de que jovens se tornam terroristas pois se sentem à margem da sociedade não é uma tarefa fácil para Obama. Afinal, a sociedade americana é feita dos mais diversos grupos de imigrantes e minorias que, embora enfrentem grandes desafios, na sua maioria, se adaptam facilmente à vida nos Estados Unidos.

No entanto, o presidente americano tem razão ao dizer que, devido à baixa representação muçulmana no país (cerca de 1% da população), poucos americanos têm a oportunidade de conhecer muçulmanos e acabam por se basear apenas no retrato, na maioria negativo, exibido pelos noticiários.

Alianças polêmicas

Desde o início do século 21, grupos terroristas que se identificam como muçulmanos são uma constante e grave ameaça à paz global e isso gera polêmica sobre o papel da religião em atividades terroristas.

Para alguns Obama está agindo de forma dissimulada ao afirmar que a religião muçulmana não tem papel algum no atual cenário global de violência, mesmo com tantos muçulmanos sofrendo violações a direitos humanos por terem de viver de acordo com a lei islâmica e sendo que em diversos países do mundo há pena de morte para muçulmanos que abandonam a religião.

Além disso, é difícil vender a ideia de que uma verdadeira campanha contra o extremismo radical seja possível, enquanto os Estados Unidos contam com a Arábia Saudita como aliada.

Por outro lado, identificar o inimigo não é necessariamente essencial para vencer uma guerra. O sucesso do herói republicano e ex-presidente Ronald Reagan ao confrontar a União Soviética nos anos 80 é um exemplo disso. Em vez de ter como alvo o comunismo em geral, Reagan focou na União Soviética e, inclusive, fez alianças com governos comunistas da Iugoslávia e da China.

Mas só a história dirá se as atuais alianças dos Estados Unidos com grupos no Iraque, que contam com o apoio do Irã, e com o regime de Bashar-al-Assad, na Síria, terão sucesso.


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