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Artigo

Jornais franceses analisam desafios do novo governo israelense

media O líder trabalhista da União Sionista (centro-esquerda), Isaac Herzog (esquerda), e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. REUTERS/Ronen Zvulun/Files (L) and Gali Tibbon/Pool

Dois grandes jornais franceses − Le Figaro e Libération − analisam nesta quarta-feira (18) as eleições realizadas ontem em Israel. Mesmo tendo chegado às bancas sem os resultados definitivos da votação, que deu vitória ao Likud, o partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a imprensa avalia os desafios do novo governo israelense.

O jornal de esquerda Libération enumera cinco desafios para o próximo governo israelense: reduzir as desigualdades econômicas e sociais, que aumentaram nos últimos anos; reativar as negociações com os palestinos; melhorar as relações com os Estados Unidos − visto que Barack Obama e Benjamin Netanhyahu não se apreciam mutuamente. O mesmo vale para a União Europeia, que irritada com a contínua colonização dos territórios palestinos, "boicota o governo de Israel". O quinto e último desafio proposto pelo Libération é encontrar uma posição de consenso com as grandes potências sobre o programa nuclear iraniano.

Em relação à formação de um governo de coalizão, inevitável no sistema político israelense, o Libération estima que o recém-criado partido centrista Kulanu, em tradução livre Todos Nós, está em posição de força e será a peça chave nas discussões. Seu líder, Moshe Kahlon, é um dissidente do Likud.

Moshe Kahlon: o fiel da balança

O diário conservador Le Figaro traz um perfil de Moshe Kahlon, que poderá ter um papel chave no futuro governo. Líder do partido centrista Todos Nós, Kahlon fez uma campanha baseada nos problemas econômicos de Israel.

O candidato defendeu uma redução dos preços dos imóveis, que aumentaram 50% em seis anos, e romper com a lógica de poder dos bancos. Le Figaro destaca que o próprio Netanyahu, antes da votação de ontem, disse que não poderia formar um governo sem o centrista. Ele é cotado para o ministério das Finanças, ressalta o Le Figaro.

O jornal lembra que Kahlon foi ministro das Comunicações e conseguiu, em pouco tempo, isolar o cartel formado por três grandes empresas de telefonia. Resultado: as contas telefônicas ficaram 90% mais baratas, o que logicamente agradou aos eleitores israelenses.

Le Figaro considera que o Likud resistiu muito bem ao avanço da União Sionista, o grande rival de centro-esquerda que era apontado como favorito nas pesquisas de intenção de voto. Na opinião do Figaro, Netanyahu venceu a eleição porque não recuou em nenhum momento da campanha. Ele não se intimidou com as sondagens favoráveis aos concorrentes e atraiu eleitores para sua chapa "semeando a discórdia no campo adversário".

"Na reta final da campanha, Netanyahu disse que não aceitará um estado palestino na região e ainda acusou o rival Isaac Herzog, da União Sionista, de querer dividir Jerusalém e ceder a Cisjordânia aos palestinos", escreve Le Figaro. A questão nevrálgica da segurança mais uma vez definiu o resultado da eleição em Israel.

 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.