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Artigo

ONG critica a atuação da OMS no combate ao ebola

media Cemitério das vítimas do vírus Ebola, em Suakoko, na Libéria. REUTERS/James Giahyue

Um ano após a notificação oficial da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o surgimento da epidemia de ebola no oeste da África, o saldo é dramático: mais de 10 mil mortos e 24 mil pessoas contaminadas. Para a ONG, a OMS demorou a enfrentar o problema.

Em um relatório divulgado nesta segunda-feira (23), a ONG Médicos Sem Fronteiras faz duras críticas à Organização Mundial de Saúde que é acusada de ter ignorado os alertas dos médicos que tiveram contato com os primeiros doentes. “A OMS poderia ter combatido o vírus, nós, da MSF, não”, disse Christopher Stokes, diretor-geral da Médicos Sem Fronteiras. Quando a OMS declarou, em agosto do ano passado, que os casos de ebola se tornaram “uma urgência de saúde pública mundial, mais de mil pessoas já tinham morrido”, diz trecho de relatório da organização.

A ONG também faz críticas ao seu próprio trabalho na Libéria, Guiné e Serra Leoa, os países mais afetados pela epidemia. Na luta contra a febre hemorrágica, foram mobilizados 1.300 profissionais de outros países, 4.000 trabalhadores de saúde locais, além da criação de vários centros de atendimento.

Apesar desse esforço, a entidade reconhece que teve que fazer escolhas difíceis. “Só podíamos oferecer cuidados paliativos muito básicos e havia tantos pacientes e tão poucos profissionais que tínhamos, em média, apenas 1 minuto para cada paciente. Foi um horror indescritível”, afirmou Stokes. Outro exemplo foi o centro Elwa 3, em Monróvia, capital da Libéria que, no auge da crise, só conseguia abrir 30 minutos por dia. Precisávamos esperar a morte dos pacientes para poder abrir novas vagas nos leitos, relato o documento.

“A equipe médica não estava preparada para enfrentar uma situação na qual ao menos 50% dos pacientes morriam em consequência de uma doença para a qual não existe tratamento”, diz a MSF.

Lições aprendidas com a epidemia

A comunidade médica internacional diz que o ano de luta contra a epidemia significiou um aprendizado importante. “Por exemplo, aprendemos uma grande lição sobre como devemos montar nossos centros [de atendimento]. Poderíamos montar corredores de isolamento com material transparente. Assim, poderíamos ver os pacientes sem ter que usar todo o macacão de proteção”, avaliou Isabelle Defourny, diretora de programas da ONG Alima. “Também poderíamos ter usado mais tratamentos experimentais, fazer mais análises biológicas para conhecer melhor a doença etc.”, disse a especialista.

 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.