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Ondas de calor “cada vez menos invulgares”

Ondas de calor “cada vez menos invulgares”
 
Pessoas a tomarem banho na fonte do Trocadero, em frente à Torre Eiffel, em Paris, a 28 de Junho de 2019. ZAKARIA ABDELKAFI / AFP

A onda de calor que atingiu a Europa no final de Junho foi marcada por recordes de temperatura, mas um fenómeno como este “é cada vez menos invulgar”. O aviso é dado por Alfredo Rocha, professor de meteorologia e de clima da Universidade de Aveiro, que explica que “é de esperar que com o aquecimento global passem a ocorrer cada vez mais ondas de calor” porque “as temperaturas estão a subir”. O especialista crê que se vai “chegar ao fim do século com mais 4 ou 5 graus de temperatura média global”, mas “não vai ser o fim do mundo”.

Pela primeira vez em França, a temperatura ultrapassou os 45°, com os termómetros a registarem 45,9° em Gallargues-le-Montueux, no Sul do país. Também em Espanha foram registadas temperaturas de 43 e 44 graus. Esta foi “a primeira grande onda de calor que ocorreu” este ano, mas uma vaga de calor como esta “é cada vez menos invulgar” e “é de esperar que com o aquecimento global passem a ocorrer cada vez mais ondas de calor” porque “as temperaturas estão a subir por si só”.

As explicações são de Alfredo Rocha, professor de meteorologia e de clima da Universidade de Aveiro que crê que se vai “chegar ao fim do século com mais quatro ou cinco graus de temperatura média global”, ainda que alerte que “não vai ser o fim do mundo”.

É cada vez menos invulgar. Digamos que o que era invulgar há 20 anos é mais vulgar actualmente e assim vai continuar a ser. Portanto, o que nós chamamos de uma onda invulgar agora, não o vai ser daqui a dez ou vinte anos porque as temperaturas estão todas a aumentar”, descreve.

Na linha da indicação da Organização Meteorológica Mundial, que afirmou que 2019 está a caminho de se tornar um dos mais quentes de sempre, Alfredo Rocha admite que “se continuar com estas tendências é bem natural que 2019 possa constituir mais um recorde e é bem natural que à medida que os anos passem” se batam “continuamente recordes de temperatura mais elevadas”.

Questionado sobre o peso do aquecimento global provocado pelo Homem e sobre o que se poderia fazer para travar fenómenos climáticos extremos, Alfredo Rocha alerta que “não se pode fazer nada” a não ser a nível político.

A única forma de minimizar o aquecimento global é reduzir a emissão de gases com efeito de estufa. É, sobretudo, uma medida política - embora cada um de nós possa contribuir individualmente ou a nível de grupos menores para essa redução - mas, obviamente, que a grande diferença é feita por medidas políticas. Portanto, simplesmente não há nada a fazer. Se não houver entendimento político, é bem provável que este aumento de temperatura - que se tem vindo a verificar já nos últimos 20 anos e que vai continuar e cada vez com mais intensidade a verificar-se até ao fim do século - vai continuar a ocorrer. Vamos chegar ao fim do século com mais 4 ou 5 graus de temperatura média global”, avisa.

O professor de meteorologia e de clima alerta que “não é uma catástrofe” nem “o fim do mundo” porque “actualmente há regiões da Terra que têm temperaturas iguais ou superiores àquelas que se começa agora a experienciar”. Por isso, as pessoas vão ter de se “habituar a uma mudança grande”, sobretudo nas grandes cidades onde o “efeito da ilha de calor amplifica a onda de calor”.

Para o minimizar, as cidades deverão, por exemplo, “substituir materiais escuros [na construção] por materiais claros para não aquecer tanto; ter mais parques e jardins; pintar os telhados de branco ou então cobri-los com vegetação”.

Para ouvir a entrevista completa clique na imagem principal.

 


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