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Guiné-Bissau

Fim da reunião sobre a Zona Marítima de Exploração Conjunta do Senegal e Guiné-Bissau

media José Mário Vaz, Presidente da Guiné-Bissau, denunciou o acordo sobre a Zona Marítima de Exploração Conjunta. ISSOUF SANOGO / AFP

Terminou hoje o 3° encontro que reuniu desde Quarta-feira em Dacar, representantes do Senegal e da Guiné-Bissau com vista a rever as modalidades do acordo sobre a Zona Marítima de Exploração Conjunta, protocolo datando de 1993 e que a Guiné-Bissau pretende alterar.

A zona em questão abrange cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental é gerida por uma agência de gestão e cooperação sediada em Dacar e actualmente presidida pelo antigo primeiro-ministro guineense, Artur Silva.

Segundo os termos do acordo da Zona Marítima de Exploração Conjunta, está previsto que tanto o Senegal como a Guiné-Bissau recolham 50% do pescado do qual a área é rica, mas no que toca aos hidrocarbonetos, a repartição já não é a mesma. Ainda em fase de prospecção, a confirmar-se a possibilidade de explorar petróleo e gás nessa zona, o acordo prevê que a Guiné-Bissau fique com 15% dos rendimentos e o Senegal com 85%.

Em Dezembro de 2014, a Guiné-Bissau denunciou este acordo por considerar que o texto "não é equitativo", o país tendo igualmente manifestado o seu desejo de uma maior intensificação dos contactos nesta matéria com o vizinho Senegal.

Estes dois pontos tornaram a ser vincados durante a reunião das respectivas comissões de peritos da Guiné-Bissau e do Senegal nestes últimos dias em Dacar, sendo que outro encontro está previsto até ao final deste mês, desta vez em Bissau. Mais pormenores com Cândido Camara.

Cândido Camará, correspondente da RFI em Dacar 04/08/2018 ouvir

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.