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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Marcha contra o recenseamento eleitoral

media Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau. ISSOUF SANOGO / AFP

Em Bissau, milhares de pessoas saíram à rua, na principal avenida da capital guineense, em protesto contra o recenseamento eleitoral para as eleições legislativas, inicialmente marcadas para 18 de Novembro.

A marcha foi organizada por 22 partidos sem assento parlamentar e pelo Partido de Renovação Social (PRS), este último fazendo parte do actual Governo de consenso.

A marcha, que começou por volta das 11h e terminou depois das 13h, percorreu a Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria entre a sede do PRS e o Palácio do Governo.

Nuno Nabian, presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau, exigiu um recenseamento que cumpra a lei eleitoral. Quanto a Braima Camará, que faz parte do grupo de dissidentes do PAIGC e criou recentemente o Madem-G15, afirmou que o protesto tem como objetivo chamar "à responsabilidade as instituições e o Governo".

O processo eleitoral para as legislativas tem sido fortemente criticado também pela sociedade civil, que já pediu o adiamento das eleições.

Mais pormenores com o nosso correspondente, Mussá Baldé.

Correspondência de Mussá Baldé 21/10/2018 ouvir

Em causa está o recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau que deveria ter acontecido entre 23 de Agosto e 23 de Setembro, mas os atrasos na recepção de 'kits' para registo biométrico dos cidadãos atrasou o processo, que só começou a 20 de Setembro.

Esta quarta-feira, a ministra guineense da Administração Territorial, Ester Fernandes, disse que o recenseamento eleitoral para as legislativas de 18 de Novembro - que deveria terminar no sábado - vai ser prolongado para "cumprir prazos legais", ou seja, "60 dias". Em declarações à RFI, a ministra reiterou que o governo se limitou a seguir “o cumprimento da lei eleitoral”. Feitas as contas, o recenseamento termina a 20 de Novembro, mas as eleições estavam previstas para 18 de Novembro.

Para Wilson Davyes, andebolista guineense do Dunkerque em França, tem que imperar o bom senso no que diz respeito aos prazos de recenseamento e à data das eleições, admitindo que o mais importante neste processo é o povo e não os políticos.

Wilson Davyes, andebolista do Dunkerque 21/10/2018 ouvir

Quanto à nova data para a realização da votação, a ministra remeteu para o chefe do Estado a tomada de uma decisão nessa matéria.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.