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Moçambique

Moçambique: de eldorado a default

media Maputo, capital de Moçambique Veronique DURRUTY/Gamma-Rapho via Getty Images

O Ministério das Finanças de Moçambique confirmou que não vai pagar a prestação de janeiro, de cerca 60 milhões de dólares relativos aos títulos de dívida soberana com maturidade em 2023, entrando assim em incumprimento financeiro. Economistas reconhecem que se trata de "um duro golpe" para o país.

Mocambique não vai pagar a prestação de Janeiro, de quase 60 milhões de dólares da dívida da EMATUM. A confirmação chega através de um comunicado do ministério das Finanças que justifica o incumprimento pela falta de condições aliadas à insustentabilidade da dívida.

O ministério da Economia e Finanças da República de Moçambique quer informar os detentores dos 726,5 milhões de dólares com maturidade a 2023,emitidos pela República, que o pagamento de juros nas notas, no valor de 59,7 milhões de dólares, que é devido a 18 de janeiro, não será pago pela República”, lê-se no comunicado a que a RFI teve acesso.

"Duro golpe para o país"

O director executivo adjunto da Confederação das Associações Económicas de Moçambique -CTA- Eduardo Sengo, sublinha que se esta situação se verificar as agências de raiting vão ter de actuar e vão penalizar ainda mais o país.

Vários economistas moçambicanos consideram que o incumprimento financeiro no pagamento da prestação de Janeiro é "um duro golpe à confiança que se pretende do país junto dos credores e dos parceiros internacionais".

Esta não é a primeira vez que o país está em incumprimento, em 2015 a Ematum faltou ao pagamento da primeira prestação, o que levou o Estado moçambicano a assumir a divida da empresa de atum como divida pública.

O declínio de um país

Em 2015 Moçambique era uma referência a nível regional, com um crescimento económico acima dos 7% . Um ano depois o cenário era outro e o país entrava em queda livre chegando aos 3,5% e com a inflacção a disparar para os 25,26%. 

Moçambique tornava-se em Novembro do ano passado o país com os juros da dívida pública mais altos do mundo, ultrapassando a Venezuela no lugar de Estado mais arriscado para investir.

Crescimento em 2018?

As previsões são da Economist Intelligence Unit que afirma que o país em 2018 deve crescer em média 5,1%, ressalvando todavia que será um crescimento inferiror àquele que foi registado entre 2005 e 2015. 

A instituição faz referencia à exploração do gás natural na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, para justificar o desenvolvimento do país, contudo observa que esta exploração não será feita antes de 2021 devido à complexidade dos projectos que estão entregues ao grupo italiano ENI e à norte-americana Anadarko Petroleum.

Economist Intelligence Unit prevê que os preços e o déficie comecem a baixar já este ano e acredita que o Banco de Moçambique vá optar pela estabilização da moeda nacional. Porém lembra que, devido à subida do dólar nos mercados internacionais, o metical deverá ainda desvalorizar ao longo deste ano. 

Correspondência de Orfeu Lisboa 17/01/2017 ouvir

 

 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.