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Moçambique

Moçambique: 6 mortos em novo ataque em Cabo Delgado

media Mapa da Província de Cabo Delgado, onde pelo menos 5 pessoas foram mortas num ataque na localidade de Namaluco, distrito de Quissanga clubofmozambique.com

6 mortos e 70 habitações incendiadas é o balanço de um novo ataque de um grupo desconhecido, ocorrido na noite de ontem na aldeia de Namaluco, Cabo Delgado, norte do país, o que obriga a população a refugiar-se nas matas.

A população está em fuga na aldeia de Namaluco no distrito de Quissanga, província de Cabo Delgado, no norte de Mocambique, depois de na noite de quarta-feira (6/06), um grupo de homens armados ter morto pelo menos cinco pessoas (duas carbonizadas e três à catanada) e queimado setenta habitações.

O centro de saúde local também foi vandalizado e duas pessoas foram feridas, uma das quais com gravidade, enquanto centenas de moradores se refugiam nas matas.

O governador da Província de Cabo Delgado, Julio Parruque, está preocupado com a situação, mas garante a presença das Forças de Defesa e Segurança no terreno.

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo 07/06/2018 ouvir

Em relação à "incursão de malfeitores, é nossa responsabilidade dar resposta, é um desafio...que não pode comprometer a vida normal da nossa província...as Forças de Defesa e Segurança estão a cuidar devidamente deste assunto, a população também está cada vez mais atenta como sentinelas da paz, sentinelas da tranquilidade, para que nada mais comprometa o nosso futuro".  

O estado de sítio está instalado, o recolher obrigatório foi decretado pelas autoridades, como forma de melhor controlar a região alvo de ataques.

Em duas semanas três ataques causaram a morte de mais de 20 pessoas em  Cabo Delgado, perpetrados por homens armados, ainda não identificados, que desde Outubro do ano passado têm perpetrado ataques em Mocimboa da Praia, Palma, Macomia e agora Quissanga, que têm sido atribuidos a grupos radicais islâmicos denominados Al-Shaabab, que semeiam a morte no norte de Moçambique.

O presidente da comunidade islâmica de Moçambique Abdul Rachid nega o envolvimento de muçulmanos moçambicanos nestes ataques, que segundo ele são "comandados por forças externas em conluio com moçambicanos de má-fé".

Até à data de hoje os atacantes não se identificaram, nem reivindicaram qualquer ataque e nem o Presidente Filipe Nyusi, nem o Conselho de Ministros se pronunciaram sobre os mesmos.

Um estudo conjunto efectuado pelo Instituto de Estudos Sociais e Económicos - IESE - e pela Fundação Movimento de Apoio à dsociedade Civil - MASC - conclui e denuncia que redes ligadas ao tráfico de madeira e de rubis financiam estes grupos, que são treinados inclusivé por antigos polícias moçambicanos e acusam o governo de passividade, apesar dos alertas datarem de 2015.

De recordar que a partir de 2022 data prevista para o início da exportação do gás liquefeito oriundo da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, por consórcios liderados pelas companhias norte-americanas Anadarko e Exxon e a italiana ENI, que segundo estimativas vão explorar reservas de pelo menos 160 triliões de pés cúbicos, Moçambique figurará no pódio dos produtores de gás com a Austrália e o Qatar.

 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.