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Moçambique

Arrancou o recenseamento eleitoral em Moçambique

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Arrancou esta segunda-feira o recenseamento eleitoral em Moçambique Roberto MATCHISSA / AFP

Arrancou esta segunda-feira o recenseamento eleitoral em Moçambique tendo em vista as eleições gerais de 15 de Outubro. O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) prevê o registo mais de 7.3 milhões de novos eleitores.

Perto de oito mil postos de registo eleitoral (7.737) e cinco mil brigadas, vão cobrir todo país até ao final do mês de Maio. O recenseamento vai durar 45 dias e está orçado em 4.000 milhões de meticais.

O STAE dispõe ainda de cerca de 16 mil brigadistas, seis mil agentes de educação cívica, cinco mil agentes da polícia, mais de cinco mil computadores, kits de painéis solares e geradores.

Apesar das críticas, Abdul Carimo, presidente da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique, garante que a zona centro do país, fustigada pelo ciclone Idai, não ficará de fora do processo: “Todos os cidadãos moçambicanos com idade eleitoral que ainda não se tenham recenseado em 2018, que tenham perdido os seus cartões do processo anterior, que pretendam modificar ou tenham o seu nome mal escrito, que queiram proceder com a transferência por mudança de residência, são chamados a tomar parte deste processo. (…) Temos estado a testemunhar, com muita satisfação, a coragem e a força que [os habitantes das zonas afectadas pelo ciclone Idai] têm demonstrado na reconstrução de tudo que a força do Idai destruiu”.

As eleições gerais em Moçambique estão marcadas para 15 de Outubro de 2019. Sufrágio que deverá escolher o Presidente da República, os parlamentares e, pela primeira vez, os governadores das 11 províncias, que deixam de ser nomeados pelo poder central.

Com a colaboração de Orféu Lisboa, correspondente em Maputo.

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