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Moçambique

Moçambique: Presidente anuncia acordo de paz

media Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique, e Ossufo Momade, líder da Renamo. ADRIEN BARBIER / AFP e SIPHIWE SIBEKO / POOL / AFP

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que vai assinar, esta quinta-feira, com o líder da Renamo, Ossufo Momade, o acordo para a cessação definitiva das hostilidades militares. Este documento antecede o acordo de paz final anunciado para breve em Maputo.

O anúncio foi feito hoje na Assembleia da República, durante o Informe Anual do Presidente da República. Filipe Nyusi disse que vai assinar amanhã o acordo para a cessação definitiva das hostilidades militares com o líder da Renamo, Ossufo Momade, na serra da Gorongosa, província de Sofala, no centro de Moçambique.

O chefe de Estado adiantou que o acordo prevê o fim formal dos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, principal partido da oposição.

O acordo impõe limites na actuação das forças governamentais e dos guerrilheiros da Renamo.

"As duas partes são responsabilizadas por se abster de todos os actos hostis ou ataques militares contra forças, posições ou propriedades , nem contra a população em geral", afirmou Filipe Nyusi. 

O Presidente moçambicano anunciou, também, a chegada a Maputo de oficiais da Renamo para integrar a polícia.

"Recebemos a nova lista de oficiais da Renamo que devem integrar a polícia da República de Moçambique e foram orientados para se apresentar imediatamente. A última informação que tenho da Gorongosa é que eles vão chegar no início desta noite a Maputo", acrescentou.

Filipe Nyusi precisou que o acordo para a cessação definitiva das hostilidades militares, marcado para esta quinta-feira, antecede o acordo de paz e a reconciliação final previsto para breve na capital moçambicana. 

Esta segunda-feira, já arrancou o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração do braço armado da Renamo, também na Serra da Gorongosa.

Este vai ser o terceiro entre o Governo da Frelimo e a Renamo, depois da assinatura do Acordo Geral de Paz de Roma de 1992 e o acordo de cessação das hostilidades militares em 2014.

Oiça aqui a reportagem de Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo.

Reportagem de Orfeu Lisboa 31/07/2019 ouvir

 

"Este momento histórico reafirma a esperança para um futuro risonho"

Durante o Informe Anual do Presidente da República, que durou 2h30, Filipe Nyusi agradeceu à Renamo pelo diólogo estabelecido e disse que a assinatura de cessação de hostilidades é um "momento histórico" que "reafirma a esperança para um futuro risonho".

"Sem paz não há desenvolvimento. Prometemos que não descansaremos sem alcançarmos a paz efectiva. Não vamos recuar", afirmou.

De uma forma geral, o Presidente considerou que "o Estado da Nação é de esperança e de um horizonte promissor". Quanto ao resumo do último quinquénio, Nyusi apontou a estabilização económica, o reatamento da confiança dos parceiros como o FMI e a realização da cimeira EUA-África. O chefe de Estado acrescentou que o Governo adoptou medidas económicas que vão permitir controlar a inflação, agora em 4%, e estabilizar o metical em relação às principais moedas, como o dólar e o rand. Relativamente à dívida pública, Nyusi afirmou que o Governo conversou com os credores para reforçar a credibilidade do país.

 

 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.