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Moçambique

Grupo militar na Renamo recusa entregar armas

media Chefe de Estado de Moçambique, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo, Ossufo Momade, na Gorongosa a 1 de Agosto de 2019. Lusa

O líder do braço armado da Renamo, que contesta a liderança do partido, recusou entregar as armas no quadro do acordo de paz assinado esta quinta-feira com o governo sem que seja eleito um novo presidente da formação política.

“Nós vamos eleger o nosso presidente e só depois é que vamos entregar as armas”, garantiu o general da maior força da oposição. Mariano Nhongo deixou um aviso ao governo e ao actual líder do partido, Ossufo Momade: “Não se enganem, os militares estão do meu lado”.

O líder do grupo auto-proclamado Junta Militar da Renamo disse que o acordo assinado na quinta-feira pelo chefe de Estado, Filipe Nyusi, e por Ossufo Momade serve para “enganar o povo”, na medida em que o braço armado da Renamo não vai entregar as armas sob liderança do actual presidente do partido.

5.221 guerrilheiros das províncias de Sofala, Inhambane, Tete, Niassa e Nampula devem inscrever-se para o seu Desarmamento, Desmobilização e Reintegração social, num processo que arrancou na segunda-feira.

No primeiro dia, 29 de Julho, um grupo de 50 guerrilheiros fizeram filas na antiga base da Renamo em Sadjundjira, na Gorongosa, para se inscrever no processo, seis entregaram as armas do tipo AKM e pistolas, algumas já fora de uso, e os restantes 44, incluindo mulheres, apresentaram-se com fisgas.

Questionado sobre um ataque na quarta-feira contra um autocarro de passageiros e um camião em Nhamapadza, a 200 quilómetros do distrito de Gorongosa, Mariano Nhongo garantiu que não foi obra do grupo que dirige.

“Eu não sou bandido, não me confundam. Estou a reivindicar coisas reais e quando quiser começar com a guerra vou avisar”, acrescentou.

“Estão a assinar um acordo com Ossufo, mas Ossufo não tem militares. Nós vamos escolher o nosso líder e, se não nos deixarem, aí sim vamos pegar em armas”, concluiu.

Mariano Nhongo convocou uma nova conferência de militares do partido para 17 de Agosto, um encontro que, no seu entender, vai servir para eleger um novo presidente.

 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.