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Mundo

Mundo relembra massacre da Praça da Paz Celestial

media A deusa da democracia, símbolo dos acontecimentos de Tiananmen, em meio a um cortejo de manifestantes em Hong Kong. Reuters / Tyrone Siu

O massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, aconteceu há 21 anos mas continua vivo na memória dos chineses e do mundo, sendo ignorado apenas pelo governo do país, que considera o fato um tabu.

 

 

Nesta sexta-feira, em Pequim, dezenas de policiais patrulham a Praça da Paz Celestial (Tian’anmen), onde está proibida a realização de qualquer tipo de cerimônia que relembre as vítimas de 1989. Neste ano, as mães da Praça da Paz Celestial, uma associação de familiares das vítimas, voltaram a pedir mais uma vez que o governo aceite debater o tema em honra à memória daqueles que lutaram por um ideal para a China. Habituadas a serem vigiadas dia e noite por policiais que ficam à porta das suas casas, as mães escreveram uma carta aberta ao governo central para pedir que a questão das mortes seja reaberta. Mas o “Quatro do Seis”, nome dado à data do massacre, é tratado pelo governo de Pequim apenas com o registro de “incidente”.

Sem uma lista oficial das vítimas, as mães da Praça da Paz Celestial procuram há mais de 20 anos juntar os nomes de todos os que morreram. Até este ano, a lista já tem 203 nomes.

 O Parque Vitória, em Hong Kong, é um dos únicos locais onde se pode reunir a população para as vítimas serem relembradas, nas noites de 4 de junho. Quem organiza o evento é a Aliança Democrática. No ano passado, a vigília levou mais de 130 mil pessoas ao local e hoje as velas vão voltar a se acender em Hong Kong.

Colaboração de Maria João Belchior, correspondente da RFI, em Pequim.
 

 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.