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Mundo

Itália defende ajuda econômica para conter imigração

media Refugiados desembarcam na ilha italiana de Lampedusa Reuters

Com medo do afluxo de imigrantes para a Itália, o governo italiano continua defendendo um plano de ajuda econômica para estabilizar os países em conflitos sociais no norte da África. Milhares de refugiados saem principalmente da Líbia e da Tunísia.

De Roma, Paula Schmitt para a RFI.

De acordo com estatísticas ainda não oficiais, de domingo até esta terça-feira, mais de 1.600 refugiados desembarcaram em território italiano, principalmente na ilha de Lampedusa. A maioria deles vem da Tunísia e da Líbia. No mês passado, pelo menos cinco mil refugiados tunisianos entraram na Itália.

A previsão de que o conflito líbio não vai acabar tão cedo está aumentando o medo de uma imigração em massa. Pelo menos mais quatro barcos chegaram na tarde desta terca-feira.

A porta-voz do alto-comissariado da ONU, Laura Boldrini, disse que não existe ainda a necessidade de declarar um estado de emergência, mas, para muitos italianos, a situação pode se tornar catastrófica.

Chanceler italiano se inspira no Plano Marshall

Para o ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, o problema pode se transformar “num êxodo de proporções bíblicas”. O ministro relança a ideia de adotar uma espécie de Plano Marshall para resolver a crise. Ele propõe um pacto entre a União Europeia e a os países do sul do Mar Mediterrâneo baseado na assistência econômica, na parceria política e na inclusão social com o objetivo de estabilizar e desenvolver a região.

O governo italiano criou uma ponte-aérea que nos últimos dois dias já transportou 300 refugiados para centros de imigração. Mas a situação em Lampedusa continua complicada. O prefeito da ilha tem uma reunião de emergência com o comissário extraordinário para a Emergência Imigratória.

O risco para a Itália é grande. O governo italiano fez um acordo com os governos da Tunísia e da Líbia para conter a imigração ilegal no país e isso diminuiu em muito o número de clandestinos de 37 mil em 2008 para 4.500 dois anos depois. Mas, agora, com as revoltas nos dois países, a Itália perde o policiamento nos portos de embarque no norte da África.

A preocupação no país é tão grande que boletins com a previsão do tempo estão mostrando as condições marítimas – nestes dias, mar calmo para os italianos significa mais imigrantes da Líbia e da Tunísia.

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