Transmitido pela televisão iraniana, o encontro foi dirigido pelo ministro das Relações Exteriores do país, Ali Akbar Salehi, que pediu discussões sérias e aprofundadas entre o governo e rebeldes. Segundo ele, um acordo entre as duas partes é a única maneira de resolver a crise. No entanto, ele voltou a ressaltar que o Irã discorda de qualquer intervenção militar ou interferência internacional na Síria.
Salehi também declarou que uma boa parte dos insurgentes sírios está disposto a conversar com representates do governo de Assad em Teerã. Ele garantiu que o Irã está em contato com grupos de rebeldes no interior e fora do país, mas não citou nomes. “Nós queremos que os oponentes encontrem o governo sírio e cooperem com ele para que reformas sejam aplicadas”, afirmou.
O premiê também informou que os representantes dos países participantes da reunião expressaram sua “profunda preocupação sobre a continuação das violências". Criticando a postura dos Estados Unidos, da Arábia Saudita, do Catar e da Turquia, Salehi disse que é um erro pensar que a pressão sobre o regime sírio pode resolver a situação. O Irã acusa esses países de fornecerem armas aos rebeldes sírios.
Ceticismo
A Conferência de Teerã suscita um intenso ceticismo nos países ocidentais. Para a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, o Irã age de forma cruel ao apoiar o regime de Bashar Al-Assad. Segundo ela, Teerã, o movimento libanês Hezbollah e Damasco formaram um grupo de resistência que prejudica não somente o Irã, mas toda a região e seus interesses. “As deserções se multiplicam, a pressão econômica se acentua e o isolamento de Assad aumenta”, reiterou.
Rice reforou que os Estados Unidos continuarão a ajudar a oposição síria no campo político e material.
Já o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, ressaltou que há provas que mostram que o Irã apoia Assad no massacre de seu próprio povo.