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Mundo

Em conferência internacional, Irã volta a defender governo sírio

media O premiê Ali Akbar Salehi (em foto de arquivo) declarou que insurgentes sírios estãos disposto a encontrar com representates do governo de Bashar Al-Assad, durante conferência "consultiva", nesta quinta-feira, em Teerã. Reuters

O governo iraniano realizou nesta quinta-feira, na capital Teerã, uma conferência internacional de caráter “consultivo” destinada a encontrar uma saída diplomática para a crise síria. A reunião contou com representantes de 28 países pró-Bashar Al-Assad, entre eles, Rússia, China, Iraque, Paquistão e Afeganistão. Os participantes pediram um “diálogo nacional” no país e o Irã voltou a defender o regime sírio.

Transmitido pela televisão iraniana, o encontro foi dirigido pelo ministro das Relações Exteriores do país, Ali Akbar Salehi, que pediu discussões sérias e aprofundadas entre o governo e rebeldes. Segundo ele, um acordo entre as duas partes é a única maneira de resolver a crise. No entanto, ele voltou a ressaltar que o Irã discorda de qualquer intervenção militar ou interferência internacional na Síria.

Salehi também declarou que uma boa parte dos insurgentes sírios está disposto a conversar com representates do governo de Assad em Teerã. Ele garantiu que o Irã está em contato com grupos de rebeldes no interior e fora do país, mas não citou nomes. “Nós queremos que os oponentes encontrem o governo sírio e cooperem com ele para que reformas sejam aplicadas”, afirmou.

O premiê também informou que os representantes dos países participantes da reunião expressaram sua “profunda preocupação sobre a continuação das violências". Criticando a postura dos Estados Unidos, da Arábia Saudita, do Catar e da Turquia, Salehi disse que é um erro pensar que a pressão sobre o regime sírio pode resolver a situação. O Irã acusa esses países de fornecerem armas aos rebeldes sírios.

Ceticismo

A Conferência de Teerã suscita um intenso ceticismo nos países ocidentais. Para a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, o Irã age de forma cruel ao apoiar o regime de Bashar Al-Assad. Segundo ela, Teerã, o movimento libanês Hezbollah e Damasco formaram um grupo de resistência que prejudica não somente o Irã, mas toda a região e seus interesses. “As deserções se multiplicam, a pressão econômica se acentua e o isolamento de Assad aumenta”, reiterou.

Rice reforou que os Estados Unidos continuarão a ajudar a oposição síria no campo político e material.

Já o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, ressaltou que há provas que mostram que o Irã apoia Assad no massacre de seu próprio povo.
 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.