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Mundo

Referendo no Egito foi marcado por diversas irregularidades, dizem ONGs

media Fila para votar no referendo em Alexandria. REUTERS/Asmaa Waguih

Diversas ONGS e associações egípcias afirmaram neste domingo que o referendo deste sábado sobre o projeto de nova constituição do país teve várias irregularidades, e pediram que uma nova consulta popular seja organizada. Segundo dados extra-oficiais, mais de 56,5% votaram 'sim' para a nova Carta Magna.

Segundo Bahey Eddine Hassan, do Centro do Cairo para os Direitos Humanos, o referendo deste sábado ocorreu no “estilo Mubarak”, em referência ao ex-presidente egípcio que deixou o poder depois da Primavera Árabe. No comunicado, que também foi assinado por outras organizações, Hassan explica que os observadores da sociedade civil foram impedidos de entrar nos locais de votação por algumas pessoas que se diziam representantes do Ministério da Justiça. Algumas mulheres também não puderam votar.

De acordo com o advogado Negad el-Borei, membros do PLJ (Partido da Liberdade e da Justiça), do presidente Mohamed Morsi, orientavam os eleitores nas urnas para que votassem ‘sim’.  "A comissão eleitoral deve reconhecer que não foi capaz de assegurar uma boa organização e deverá realizar um novo referendo", disse M. el-Borei. Mais da metade dos eleitores, cerca de 26 milhões de pessoas, foram às urnas neste sábado para participar da consulta. Outras 17 regiões votarão no próximo dia 22 de dezembro.

A Comissão eleitoral anunciou que os resultados oficiais só estariam disponíveis após o final da votação, mas segundo dados extra-oficiais, mais de 56,5% votaram 'sim' para a nova Carta Magna. A oposição acusa a Irmandade Muçulmana, base política de Mursi, a fraudar a "vontade dos eleitores." A nova constituição egípcia, que dá amplos poderes ao novo presidente Mohammed Mursi, vem sendo criticada pela oposição. Nas últimas semanas, diversas cidades foram palco de violentas manifestações no país, entre partidários de Mursi e os opositores.

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