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Mundo

Ministro diz que reconhecimento do governo por islamistas é condição para diálogo

media Com frequência, como na última sexta, membros da Irmandade Muçulmana realizam protestos para apoiar o presidente deposto, Mohamed Mursi. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh

O ministro egípcio da Solidariedade Social, Ahmed el-Boraie, afirmou hoje que os islamistas devem renunciar à violência e reconhecer, antes de qualquer diálogo, as novas autoridades no poder, após a deposição do presidente eleito, Mohamed Mursi, por um golpe de Estado. As declarações afastam as chances de o país sair da crise política em que está imerso desde que Mursi foi retirado à força da presidência.

Ontem, a Irmandade Muçulmana, coalizão da qual o presidente faz parte, tinha feito um pedido de diálogo para “tirar o Egito da crise”. Entretanto, na visão do ministro, os islamistas devem concordar com um conjunto de regras para dar início às conversas, a começar por aceitar o governo atual – o que a Irmandade se recusa a fazer até o momento.

“Eles [os islamistas] precisam reconhecer que o dia 30 de junho foi uma revolução popular e aceitar um calendário que conta com o apoio do povo egípcio, para a construção de um Estado moderno”, declarou o ministro, em referência às manifestações populares de junho, que pediam a saída de Mursi do poder. Impulsionado pelos protestos, o Exército se mobilizou para derrubar o presidente, no dia 3 de julho.

O calendário prevê eleições legislativas em fevereiro ou março e uma eleição presidencial entre junho e setembro do ano que vem. Boraie acrescentou que a Irmandade Muçulmana também precisa admitir que os membros da confraria que estão sendo julgados por assassinatos ou “terrorismo” estarão excluídos de qualquer diálogo. Mursi e todos os principais dirigentes da coalizão estão presos pelo Exército, aguardando julgamento.

Ontem, os islamistas pediram “a todas as forças revolucionárias, aos partidos políticos e a personalidades patrióticas a realização de um diálogo profundo com o objetivo de acabar com a crise atual". O retorno de Mursi ao poder não foi mencionado, uma mudança em relação ao que vinha sendo apresentado como condição para qualquer negociação. A coalizão pede também "o retorno à legitimidade constitucional e a um processo democrático que inclua todos os movimentos políticos, sem que um monopolize o processo ou seja excluído".

Desde a derrubada do único presidente democraticamente eleito do país, o governo interino leva adiante uma repressão implacável contra seus militantes. Mais de mil pessoas, a maioria manifestantes pró-Mursi, morreram desde meados de agosto, enquanto milhares de islamitas foram presos, quase todos lideranças da Irmandade Muçulmana.

Mesmo com a repressão, os líderes da coalizão convocam manifestações com frequência. Eles defenderam neste sábado uma "oposição pacífica" e pediram o "fim do derramamento de sangue" e o fim das "campanhas de ódio na imprensa".
 

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