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Artigo

EUA desafiam China e continuam sobrevoando zona aérea protegida

media Soldados chineses vigiam o mar da China após criação de zona de defesa aérea. REUTERS/Xinhua/Hu Kaibing

Os Estados Unidos não parecem preocupados com o estabelecimento de uma área de defesa aérea pelas autoridades chinesas. O Pentágono informou nessa sexta-feira, 29 de novembro, que as forças norte-americanas continuam operando “normalmente” na zona, alvo de uma disputa territorial entre China e Japão. Pequim enviou caças para proteger a região.

Depois de ter sobrevoado a zona que cobre grande parte do mar da China Oriental na terça-feira, Washington confirmou nessa sexta-feira que não pretende restringir suas atividades em razão da criação da zona de defesa aérea estabelecida unilateralmente por Pequim. “Nós continuaremos a ser parceiros de nossos aliados na região e a operar normalmente”, disse o porta-voz do Departamento norte-americano da Defesa, Eric Brine.

A declaração foi feita poucas horas após Pequim anunciar que vários aviões de combate haviam sido enviados em caráter urgente para verificar a identidade de aeronaves norte-americanas e japoneses que entraram na zona de identificação estabelecida pelas autoridades chinesas. De acordo com um representante das forças aéreas da China, a patrulha teria identificado dois aparelhos pertencendo a frota dos Estados Unidos e dez outros pertencendo ao Japão.

A polêmica foi lançada quando Pequim anunciou na semana passada a criação da zona de defesa aérea na região que cobre parte do mar da China Oriental, entre a Coreia do Sul e Taiwan. O perímetro inclui as ilhas Senkaku, arquipélago administrado pelo Japão, mas reivindicado pelos chineses sob o nome de Diaoyu. Segundo as novas regras, aviões que pretendam passar pela zona devem apresentar um plano de voo, especificar a nacionalidade e permanecer em contato por rádio com as autoridades chinesas.

 

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