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Artigo

Austrália identifica possíveis destroços de avião da Malaysia Airlines

media Um satélite australiano avistou no oceano Índico objetos que podem ser destroços do avião. REUTERS/Australian Maritime Safety Authority/Handout via REUTERS

O primeiro ministro australiano, Tony Abott, anunciou no Parlamento do país a descoberta de dois objetos localizados por satélite ao sul do Oceano Índico que podem ser do avião desaparecido da Malaysia Airlines. Quatro aviões e dois navios australianos foram enviados nesta quinta-feira (20) para iniciarem as buscas na região. O premiê da Austrália, afirmou, porém, que as operações de identificação devem ser complicadas.

Na tentativa de identificação dos objetos, aviões Hércules vão lançar marcadores eletrônicos nas áreas de busca para servir como referência aos navios e aviões que começam a chegar ao local. Um desses aviões já chegou à área onde esses dois pedaços de detritos – um deles de 24 metros de cumprimento – foram vistos. Os objetos foram localizados por satélite a 2.500 quilômetros – ou quatro horas de voo – da cidade australiana de Perth.

John Young, porta voz da Agência de Segurança Marítima da Austrália, disse que os objetos são de "tamanho razoável” mas, por causa do mar revolto, eles ficam subindo e descendo da superfície. Segundo ele, as condições climáticas no local estão muito ruins, com chuva e vento, o que tem dificultado a busca e a confirmação de que esse os destroços seriam, de fato, do avião desaparecido há 13 dias.

O primeiro ministro australiano alertou que, primeiro, eles têm que confirmar se esses detritos são mesmo do avião desaparecido. Apesar de ainda não ter certeza, ele declarou que acha importante revelar a descoberta por acreditar que esse é uma das pistas mais importantes do caso até agora.

"Pista crível"

Criticado pela sua gestão da crise e pela falta de transparência, o governo da Malásia declarou que é necessário verificar a origem dos objetos encontrados ao sul do Oceano Índico. "Cada pista representa uma esperança", diz o minsitro malaio dos Transportes, Hishammuddin Hussein. “Temos que ser coerentes. Queremos verificar [as informações]”, concluiu.

No entanto, o ministro demonstrou otimistmo com a descoberta. "Temos agora uma pista de crível", declarou Hussein em sua entrevista coletiva diária no aeroporto de Kuala Lumpur de onde partiu o voo MH370 em direção a Pequim, no dia 8 de março, com 239 pessoas a bordo.

*Colaboração de Luciana Fraguas, correspondente em Melbourne, para a RFI
 

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