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Mundo

Fuselagem do Boeing desaparecido na Malásia pode ser localizada nos próximos dias

media O navio australiano Ocean Shield, equipado de uma sonda para captar os ruídos das caixas-pretas Peter D. Blair/Handout via Reuters

A fuselagem do Boeing 777-200 da companhia Malaysia Airlines, que desapareceu no dia 8 de março no sul do oceano Índico, pode ser localizada nos próximos dias, disse nesta quarta-feira (9) o chefe das operações de busca, Angus Houston. Dois novos sinais que poderiam pertencer às caixas-pretas do avião foram captados pelas equipes de resgate.

Os sinais são idênticos aos sons capturados nesta terça-feira pelo navio australiano Ocean Shield e no fim de semana na área de buscas. A frequência, explicou Angus Houston, o responsável pelas operações, é idêntica à das caixas-pretas. O primeiro sinal foi captado durante 5 minutos e 32 segundos, e o segundo, cerca de 7 minutos.Os ruídos foram ouvidos a cerca de 2.000 quilômetros a noroeste de Perth, situada na trajetória do voo MH370.

Os navios que integram a equipe de buscas, equipados com sondas eletrônicas, não perceberam nenhum sinal no domingo e na segunda. Por este motivo, as equipes temiam que o CVR (Cockpit Voice Recorder) e o FDR (Flight Data Recorder), que registram os parâmetros do voo e as conversas na cabine, tivessem deixado de emitir sons. Em geral, a duração da bateria dos equipamentos é de apenas 30 dias.

Os sinais tem uma frequência de 33,331 khz, em intervalos constantes de 1,106 segundos, e são compatíveis com as características das caixas-pretas. Mas apesar do otimismo, o chefe das operações de busca lembrou que a fuselagem ainda não foi oficialmente localizada.

Equipes devem delimitar nova área de buscas

Com o aumento do número de sinais submarinos, as equipes poderão delimitar uma área menor de buscas, explicou Angus Houston.  "Espero que nos próximos dias nós encontremos a prova no fundo do mar que confirmará o destino final do voo MH370", declarou. "Ainda é preciso identificar o avião visualmente", disse.

Nesta quarta-feira, onze aviões militares, quatro aviões civis e 14 navios foram enviados para inspecionar em detalhes a área de buscas de 75.423 quilômetros quadrados.

Depois de definir a região onde estaria a fuselagem do avião, a 4.000 ou 5.000 metros de profundidade, os investigadores vão vasculhar área com um robô submarino equipado de um potente sonar, o Bluefin-21. A nova fase de buscas deverá começar em breve.

O voo MH370 saiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim no dia 8 de março pela manhã e desapareceu pouco tempo depois da decolagem. De acordo com informações fornecidas pelo satélite, ele caiu no oceano Índico, e, por uma razão ainda desconhecida, mudou de rota. A polícia investiga várias hipóteses, entre elas sabotagem ou o "ato desesperado" de um passageiro ou membro da tripulação.
 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.